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Atualizado às: 08 de novembro, 2006 - 20h22 GMT (18h22 Brasília)
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Negociação do preço do gás boliviano é adiada por 30 dias

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras
Presidente da Petrobras já havia sinalizado com aumento do preço
O prazo final para a conclusão da negociação do preço do gás boliviano importado pelo Brasil, que vence nesta sexta-feira, foi adiado por mais 30 dias.

A negociação está sendo conduzida pela estatal boliviana YPFB e pela empresa brasileira Petrobras. A extensão do prazo foi pedida pela YPFB e formalizada no fim da tarde desta quarta-feira.

Mas, para o consumidor brasileiro, o preço deve subir de qualquer maneira, independentemente do resultado da negociação.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse em entrevista no fim de semana que o gás natural está muito barato em relação a outros combustíveis. Nesta segunda-feira a empresa divulgou uma nota reafirmando a intenção de aumentar o preço.

Ampliando a oferta

A Petrobras explica que os reajustes trimestrais praticados pela Bolívia não foram repassados e o preço do gás para as refinarias ficou estável entre 2003 e 2005. Isso aconteceu, segundo a empresa, porque havia a necessidade de tornar o combustível mais atraente para ampliar sua utilização.

Agora, que o uso do gás natural vem crescendo em torno de 17% ao ano, a empresa vê espaço para aumentar o preço. O gás é importado pela Petrobras e revendido para as distribuidoras estaduais, que têm liberdade para fixar o preço para seus consumidores.

A reunião que estava marcada para esta semana seria a sétima a tratar do aumento reivindicado pelo governo boliviano. A negociação começou em junho, quando a YPFB solicitou a renegociação do valor pago pela Petrobras pelo gás que importa do país.

O atual contrato, que entrou em vigor em 1996 usa como referência uma cesta de combustíveis para os reajustes trimestrais. O último aumento, no início de novembro, elevou o preço médio em 1,48%. Com isso o gás boliviano chega ao Brasil a US$ 5,47 por milhão de BTUs, incluindo o preço de transporte.

Nas negociações, a Bolívia já falou em pedir até US$ 7,00 por milhão de BTUs. A Argentina paga cerca de US$ 5,00.

Produção nacional

Na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, o clima nesta quarta-feira era de expectativa, até que no fim da tarde o adiamento foi confirmado.

O volume importado atualmente é de 25 milhões de metros cúbicos por dia, o suficiente para metade do consumo brasileiro. O restante é produzido no país pela Petrobras, nas bacias de Santos, Espírito Santo e Campos e também resultante do gás líquido importado.

Apesar de ter descoberto grandes reservas nos últimos anos, a produção doméstica só deve aumentar a partir de 2008. Para 2011, a Petrobras estima uma demanda de 121 milhões de metros cúbicos por dia, dos quais 59% serão atendidos pela produção nacional e o restante será importado.

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