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Morales saúda Lula e vê 'avanços no continente' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória nas eleições deste domingo e disse que a reeleição do presidente mostra a “vocação de mudança do povo brasileiro” e o “avanço dos governos progressistas da região para a construção de uma grande pátria latino-americana”. De acordo com a Agência Boliviana de Informações, a agência oficial do governo, Evo Morales “amigo pessoal do líder brasileiro reeleito”, saudou a vitória do PT porque está seguro de que isso fortalecerá a lutas dos povos. “O triunfo do companheiro Lula ratifica a linha de mudança que começou nos últimos anos, mostrando uma vez mais que os povos seguem lutando para avançar para resolver os grandes problemas que têm as maiorias marginalizadas em nosso continente”, disse Morales à agência. Morales disse ainda que a vitória de um operário metalúrgico no Brasil (Lula), de um patriota na Venezuela (Chávez), de um intelectual progressista na Argentina (Kirchner) e de uma militante socialista no Chile (Bachelet) “mostram que os povos da região tomaram o caminho da mudança justamente para acabar com os grandes problemas de exclusão e pobreza que há muito tempo afetam a América do Sul”. Cooperação e acordos Sobre a importância concreta da vitória para a Bolívia, Morales disse que “com a vitória de Lula se abre a possibilidade de fortalecer a cooperação e os acordos políticos, econômico e culturais com o Brasil”. O presidente Lula chegou a citar a Bolívia, no discurso de vitória, em São Paulo, como exemplo de como a negociação pode obter resultados melhores do que o confronto. Lula lembrou do acordo assinado pela Petrobras neste sábado, para se enquadrar no decreto de nacionalização do setor de hidrocarbonetos no país. A Petrobras opera dois megacampos de gás na Bolívia. Continuam ainda as negociações para o aumento do preço do gás exportado para o Brasil e sobre a propriedade das refinarias da empresa no país. Pelo decreto, elas deveriam passar ao controle do governo boliviano, mas ainda se discute se a Petrobras será indenizada pelo investimento. |
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