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Atualizado às: 24 de outubro, 2006 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
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'Brasil não aceitará decisão unilateral da Bolívia'
Celso Amorim
Amorim diz que Brasil quer diálogo, mas defenderá seus interesses
O chanceler Celso Amorim afirmou que as negociações para adequar os contratos da Petrobras na Bolívia não podem ser "escravas de prazos", segundo a agência de notícias Reuters.

Amorim disse que o Brasil não aceitará decisões unilaterais.

A declaração do chanceler acontece a menos de quatro dias do final do prazo determinado pelo governo boliviano para que as empresas de petróleo que operam no país se ajustem à nova legislação que entrou em vigor com o processo de nacionalização feito pelo presidente Evo Morales.

"Não podemos virar escravos dos prazos que foram criados em condições diferentes", disse Amorim. "Os dois lados precisam trabalhar para não serem vítimas desses prazos".

Amorim reiterou que não está "pedindo a prorrogação de nenhum prazo", mas que acrescentou que uma boa negociação necessita tempo.

"Não podem existir decisões unilaterais, arbitrárias. Elas têm de ser negociadas", afirmou o chanceler.

"A posição do Brasil é a de diálogo, mas com a defesa firme de seus interesses", afirmou.

Negociações

Uma delegação brasileira com representantes da Petrobras e do Ministério das Minas e Energia do Brasil está em La Paz, tentando chegar a um acordo antes que se encerre o prazo no próximo sábado.

Celso Amorim disse que a "relação com o Brasil tem de ser uma relação estratégica para a Bolívia", porque "não se pode prejudicar a relação com a tomada de uma medida unilateral".

O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou que as negociações "estão próximas de um consenso", conforme a agência de notícias EFE.

Segundo Rondeau, que pode viajar à Bolívia nos próximos dias, as negociações atuais se referem apenas à situação da Petrobras na Bolívia. Os preços do gás que o Brasil compra da Bolívia não serão discutidos neste momento.

A Petrobrás é o maior investidor estrangeiro na Bolívia, de onde envia cerca de 26 milhões de metros cúbicos de gás diariamente para o Brasil. Um dos pontos delicados da negociação é o do preço por esse gás, que o governo boliviano quer aumentar.

Funcionário da Petrobras na BolíviaBolívia
Menor investimento reduz produção e ameaça emprego.
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