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'El País': Lula reage a críticas e se distancia de Bolívia e Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "reagiu às críticas de passividade diplomática feitas por seu rival, Geraldo Alckmin" e "se distanciou da Bolívia e da Venezuela", de acordo com o jornal espanhol El País. Segundo o jornal, as críticas, feitas por Alckmin, são uma mensagem que "toca fundo em um eleitorado com um profundo senso de nação" e as mudanças anunciadas pelo governo "significam uma mudança significativa na política externa para a América do Sul". As críticas de Alckmin, diz o El País, se concentram principalmente nas relações com a Bolívia, "com quem o Brasil mantém uma dura disputa em um tema tão sensível como é o da política energética, e com a Venezuela, que pela boca de seu presidente, Hugo Chávez, costuma obstruir os esforços brasileiros nos foros onde ambos os países estão presentes". "Brasília advertiu a Bolívia (...) que a agressividade política do presidente Evo Morales contra as empresas brasileiras terá conseqüências", diz o jornal, que afirma ainda que o Brasil teria "retirado de fato a candidatura venezuelana a uma vaga no Conselho de Segurança da ONU". Economia O jornal americano The Wall Street Journal diz que a campanha presidencial brasileira é "um estudo de opostos", pois os eleitores "escolherão entre duas visões de governo extremamente diferentes, cada uma com conseqüências potencialmente significativas para a economia brasileira". Alckmin baseou sua campanha "em uma plataforma de mudanças econômicas e anticorrupção que inclui cortes fiscais, uma revisão de um código fiscal bizantino e a redução dos gastos do governo". Já Lula, acredita que "o crescimento do Brasil não depende da redução do tamanho do governo". Segundo o The Wall Street Journal, o presidente "diz que há pouca margem para cortes e, inclusive, pretende aumentar os programas sociais, que vê como uma forma de transformar os pobres em classe média". Esposas O diário argentino La Nacíon traz uma reportagem sobre o empenho das esposas dos candidatos brasileiros na reta final para o segundo turno, dizendo que Marisa Lula da Silva e Lu Alckmin "decidiram ir além do protocolo oficial". As esposas "saíram à caça de votos" e "de forma sutil e discreta ajudam a seus maridos na reta final da campanha", segundo o jornal. "Marisa começou a aparecer em alguns atos políticos de mulheres sem a companhia de Lula, algo que é pouco comum." "Já Lu (...) deixou de lado os trajes elegantes, se colocou de calça jeans e camiseta e saiu em campanha distribuindo panfletos e pedindo apoio a seu marido." Mas o La Nacíon ressalta também que "Marisa e Lu obrigaram os candidatos a responder sobre 'presentinhos' recebidos por suas respectivas esposas durante o exercício do poder". O jornal menciona o caso dos óculos e tailleurs recebidos por Marisa e dos 400 vestidos recebidos por Lu de um dos estilistas mais caros do Brasil enquanto seu marido era governador de São Paulo. |
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