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Bolívia prevê receita de US$ 1,3 bi com nacionalização de gás | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse neste sábado que seu país pode ganhar até US$ 1,3 bilhão por ano depois do processo de nacionalização dos hidrocarbonetos que está sendo realizado pelo governo. Segundo Morales, a receita anual da Bolívia com hidrocarbonetos antes da nacionalização era de US$ 230 milhões, ou seja, quase seis vezes menor do que o valor prometido. Desde maio, quando entrou em vigor o decreto, o governo boliviano afirma já ter incrementado suas receitas em US$ 500 milhões. "Estamos deixando de ser um Estado mendigo", disse Morales a jornalistas durante a 16ª Cúpula Ibero-americana, que está sendo realizada em Montevidéu. Um decreto de maio do governo boliviano deu início ao processo de nacionalização dos campos de gás natural do país. Em outubro, as empresas estrangeiras que atuam no setor assinaram novos contratos de extração, com maior participação da estatal boliviana YPFB nos negócios. Exportação de imigrantes Morales disse que as receitas dos hidrocarbonetos serão usadas para "programas sociais" de seu governo. Mais cedo, o boliviano disse aos chefes de Estado presentes, na reunião em Montevidéu, que o problema da imigração pode ser resolvido com exportação de produtos para os países ricos, que gerariam renda nos países pobres. Desta forma, as nações em desenvolvimento não precisariam "exportar imigrantes". "Quando a imigração é do Norte ao Sul, há saques dos recursos naturais e tomada de milhares de hectares de terra dos nossos povos. Quando é do Sul ao Norte, se criminaliza, há muros e deportações", disse Morales. |
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