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Haia autoriza Uruguai a construir fábricas polêmicas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Corte Internacional de Justiça em Haia determinou nesta quinta-feira que o Uruguai pode seguir adiante com a construção de duas fábricas de celulose na fronteira com a Argentina, apesar de o país vizinho argumentar que as indústrias são um risco para o meio ambiente. A decisão dos juízes significa que a construção poderá prosseguir enquanto o caso ainda está sendo discutido. A disputa tensionou a relação entre os dois países. A Argentina alega que as fábricas podem poluir o rio Uruguai, na fronteira com a Argentina e, em consequência, uma região dependente da agricultura e do turismo. Já o Uruguai afirma que as empresas vão gerar empregos e que estão sendo construídas sob controle ambiental. Acordo Segundo um tratado de 1975, todas as questões relativas ao rio Uruguai têm que ser concordadas pelos dois países. A decisão desta quinta-feira é mais um capítulo em uma disputa que há meses vem provocando protestos dos dois lados da fronteira. O governo argentino quer suspender a construção para que sejam realizados mais estudos ambientais. A corte decidiu que a construção não apresenta nenhuma ameaça séria ao ambiente e que ela poderia continuar enquanto os juristas avaliam os riscos potenciais das fábricas, quando elas começarem a produção. Segundo a presidente da corte, Rosalyn Higgins, as circunstâncias não pedem uma ordem suspendendo provisoriamente a construção. As fábricas estão sendo construídas à margem uruguaia do rio Uruguai, que separa os dois países. O Uruguai havia aprovado a construção de uma das fábricas em 2003, e "agravou a disputa" autorizando a construção da segunda, afirma a petição apresentada à corte pela Argentina. O Uruguai argumenta que as empresas espanhola e finlandesa responsáveis pela construção usam tecnologia de ponta para evitar a poluição, e que o projeto de US$ 1,7 bilhão vai estimular a economia local. Houve protestos maciços na Argentina contra a construção das fábricas, que incluíram um bloqueio ao tráfego na ponte que liga os dois países. Ambientalistas também protestaram no Uruguai. A corte ainda vai estudar o conteúdo da queixa argentina, e uma decisão pode levar anos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Argentina inicia recurso contra fábricas na fronteira09 de junho, 2006 | Notícias Kirchner participa de protestos na fronteira06 de maio, 2006 | Notícias Argentina entra com ação contra Uruguai em Haia04 de maio, 2006 | Notícias Presidente uruguaio nega saída do Mercosul02 de maio, 2006 | Notícias Argentinos protestam contra fábricas no Uruguai01 de maio, 2006 | Notícias Após 45 dias, argentinos liberam estrada para o Uruguai21 março, 2006 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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