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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 13h55 GMT (10h55 Brasília)
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Haia autoriza Uruguai a construir fábricas polêmicas
Corte Internacional em Haia
Decisão final sobre fábricas pode levar anos
A Corte Internacional de Justiça em Haia determinou nesta quinta-feira que o Uruguai pode seguir adiante com a construção de duas fábricas de celulose na fronteira com a Argentina, apesar de o país vizinho argumentar que as indústrias são um risco para o meio ambiente.

A decisão dos juízes significa que a construção poderá prosseguir enquanto o caso ainda está sendo discutido.

A disputa tensionou a relação entre os dois países.

A Argentina alega que as fábricas podem poluir o rio Uruguai, na fronteira com a Argentina e, em consequência, uma região dependente da agricultura e do turismo.

Já o Uruguai afirma que as empresas vão gerar empregos e que estão sendo construídas sob controle ambiental.

Acordo

Segundo um tratado de 1975, todas as questões relativas ao rio Uruguai têm que ser concordadas pelos dois países.

A decisão desta quinta-feira é mais um capítulo em uma disputa que há meses vem provocando protestos dos dois lados da fronteira.

O governo argentino quer suspender a construção para que sejam realizados mais estudos ambientais.

A corte decidiu que a construção não apresenta nenhuma ameaça séria ao ambiente e que ela poderia continuar enquanto os juristas avaliam os riscos potenciais das fábricas, quando elas começarem a produção.

Segundo a presidente da corte, Rosalyn Higgins, as circunstâncias não pedem uma ordem suspendendo provisoriamente a construção.

As fábricas estão sendo construídas à margem uruguaia do rio Uruguai, que separa os dois países.

O Uruguai havia aprovado a construção de uma das fábricas em 2003, e "agravou a disputa" autorizando a construção da segunda, afirma a petição apresentada à corte pela Argentina.

O Uruguai argumenta que as empresas espanhola e finlandesa responsáveis pela construção usam tecnologia de ponta para evitar a poluição, e que o projeto de US$ 1,7 bilhão vai estimular a economia local.

Houve protestos maciços na Argentina contra a construção das fábricas, que incluíram um bloqueio ao tráfego na ponte que liga os dois países.

Ambientalistas também protestaram no Uruguai.

A corte ainda vai estudar o conteúdo da queixa argentina, e uma decisão pode levar anos.

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