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Atualizado às: 09 de junho, 2006 - 02h36 GMT (23h36 Brasília)
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Argentina inicia recurso contra fábricas na fronteira
Construção da fábrica de pasta de celulose da finlandesa Botnia continua no Uruguai
Construção da fábrica de pasta de celulose da finlandesa Botnia continua no Uruguai
O governo da Argentina iniciou seu recurso na mais alta corte da ONU para paralisar a construção de duas fábricas de pasta de celulose no Uruguai, próximas à fronteira, no rio Uruguai.

O governo argentino quer que a construção seja paralisada até que mais análises a respeito do impacto ambiental das fábricas sejam feitas.

O Uruguai afirma que as fábricas obedecem as regras mais restritas e trazem empregos para a área de fronteira.

A polêmica na fronteira entre os dois países gerou meses de protestos e abalou as relações entre Argentina e Uruguai.

A Corte Internacional de Justiça de Haia está realizando dois dias iniciais de audiência para decidir se a construção deve ser paralisada. A corte geralmente leva de três a quatro semanas para decidir se vai determinar medidas provisórias.

A partir destas medidas provisórias a Corte Internacional de Justiça vai estudar a alegação da Argentina, um processo que pode levar vários anos.

Impacto ambiental

A chefe da delegação da Argentina, Suzana Ruiz Cerutti, disse que a Argentina estava "dividida" quanto a levar a questão à Corte Internacional de Justiça, mas se viu obrigada a tal ato devido a questões ambientais.

"Não estamos felizes por ter que levar nosso direito à Corte Internacional de Justiça contra o Uruguai, com quem estabelecemos relações históricas, sociais e culturais que vão além das relações de boa vizinhança", teria dito Cerutti segundo a agência de notícias AFP.

Para os argentinos, o Estatuto do rio Uruguai, assinado entre os dois países em 1975, foi violado unilateralmente pelo governo uruguaio, que quer permitir a construção das fábricas com a empresa espanhola Ence e a finlandesa Metsa-Botnia.

"O Uruguai desrespeitou e continua desrespeitando o tratado", disse Cerutti à corte.

"Alegações de que as fábricas levariam a danos ambientais irreversíveis não têm base e não são razoáveis", disse Alan Boyle, professor de direito internacional, falando pelo Uruguai.

Não há risco de poluição e é um ato de má fé alegar tal risco, disse Hector Gros Espiell, representante do Uruguai.

Medida cautelar

Pelo estatuto, se um dos países vai realizar obras às margens do rio, o outro deve ser notificado e tem o direito de se opor se sentir que a obra pode afetar seus interesses.

Com a construção na cidade de Fray Bentos, o Uruguai receberia um investimento de US$ 1,8 bilhão (R$ 3,7 bilhões), que seria o maior já realizado no país.

As principais preocupações argentinas são em relação à ameaça ao meio ambiente que as fábricas representam.

Ambientalistas argentinos e uruguaios protestaram contra a construção.

Em abril o Banco Mundial adiou uma decisão a respeito da verba de US$ 400 milhões que seria destinada à construção das fábricas de pasta de celulose, afirmando que precisa de mais informações sobre o possível impacto ambiental na área.

Protesto na fronteira entre os dois paísesProtesto
Manifestantes liberam estrada entre Uruguai e Argentina.
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