|
Kirchner participa de protestos na fronteira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, liderou uma multidão em uma manifestação contra a construção de duas fábricas de pasta de celulose no país vizinho, Uruguai, próximas à fronteira. O protesto ocorreu na cidade de Gualeguaychu, na fronteira entre os dois países. Na manifestação, Kirchner afirmou que os argentinos "permaneciam unidos" para resolver a questão. A manifestação ocorre um dia depois de a Argentina ter entrado com uma ação contra o Uruguai na Corte Internacional de Justiça de Haia. Para os argentinos, o Estatuto do rio Uruguai, assinado entre os dois países em 1975, foi violado unilateralmente pelo governo uruguaio, que quer permitir a construção das fábricas com a empresa espanhola Ence e a finlandesa Metsa-Botnia. Medida cautelar Pelo estatuto, se um dos países vai realizar obras às margens do rio, o outro deve ser notificado e tem o direito de se opor se sentir que a obra pode afetar seus interesses. O governo argentino solicitou uma medida cautelar que garanta a paralisação da obra até que o tribunal internacional se pronuncie. Com a construção na cidade de Fray Bentos, o Uruguai receberia um investimento de US$ 1,8 bilhão (R$ 3,7 bilhões), que seria o maior já realizado no país. As principais preocupações argentinas são em relação à ameaça ao meio ambiente que as fábricas representam. Questão ambiental Kirchner fez um discurso à multidão de milhares de pessoas em Gualeguaychu, uma cidade à beira do rio Uruguai, perto de onde as fábricas estão sendo construídas e palco de protestos freqüentes nos últimos meses. "Esta é uma questão ambiental que diz respeito a argentinos e uruguaios", disse. Kirchner criticou o governo uruguaio. "Eles afirmam que o impacto será mínimo mas não nos dão informações suficientes para realizar estudos para esclarecer a questão", disse. Em abril o Banco Mundial adiou uma decisão a respeito da verba de US$ 400 milhões que seria destinada à construção das fábricas de pasta de celulose, afirmando que precisa de mais informações sobre o possível impacto ambiental na área. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Argentina entra com ação contra Uruguai em Haia04 de maio, 2006 | Notícias Argentinos suspendem bloqueio em estrada para Uruguai02 maio, 2006 | BBC Report Argentinos protestam contra fábricas no Uruguai01 de maio, 2006 | Notícias Argentinos protestam contra construção de fábrica no Uruguai30 abril, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||