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Atualizado às: 06 de maio, 2006 - 03h33 GMT (00h33 Brasília)
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Kirchner participa de protestos na fronteira
Néstor Kirchner lidera protesto na fronteira
Néstor Kirchner lidera protesto na cidade de Gualeguaychu, na fronteira
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, liderou uma multidão em uma manifestação contra a construção de duas fábricas de pasta de celulose no país vizinho, Uruguai, próximas à fronteira.

O protesto ocorreu na cidade de Gualeguaychu, na fronteira entre os dois países. Na manifestação, Kirchner afirmou que os argentinos "permaneciam unidos" para resolver a questão.

A manifestação ocorre um dia depois de a Argentina ter entrado com uma ação contra o Uruguai na Corte Internacional de Justiça de Haia.

Para os argentinos, o Estatuto do rio Uruguai, assinado entre os dois países em 1975, foi violado unilateralmente pelo governo uruguaio, que quer permitir a construção das fábricas com a empresa espanhola Ence e a finlandesa Metsa-Botnia.

Medida cautelar

Pelo estatuto, se um dos países vai realizar obras às margens do rio, o outro deve ser notificado e tem o direito de se opor se sentir que a obra pode afetar seus interesses.

O governo argentino solicitou uma medida cautelar que garanta a paralisação da obra até que o tribunal internacional se pronuncie.

Com a construção na cidade de Fray Bentos, o Uruguai receberia um investimento de US$ 1,8 bilhão (R$ 3,7 bilhões), que seria o maior já realizado no país.

As principais preocupações argentinas são em relação à ameaça ao meio ambiente que as fábricas representam.

Questão ambiental

Kirchner fez um discurso à multidão de milhares de pessoas em Gualeguaychu, uma cidade à beira do rio Uruguai, perto de onde as fábricas estão sendo construídas e palco de protestos freqüentes nos últimos meses.

"Esta é uma questão ambiental que diz respeito a argentinos e uruguaios", disse.

Kirchner criticou o governo uruguaio.

"Eles afirmam que o impacto será mínimo mas não nos dão informações suficientes para realizar estudos para esclarecer a questão", disse.

Em abril o Banco Mundial adiou uma decisão a respeito da verba de US$ 400 milhões que seria destinada à construção das fábricas de pasta de celulose, afirmando que precisa de mais informações sobre o possível impacto ambiental na área.

Protesto na fronteira entre os dois paísesProtesto
Manifestantes liberam estrada entre Uruguai e Argentina.
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