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Argentina pede ajuda do rei da Espanha em crise com Uruguai | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, pediu neste sábado a ajuda do rei da Espanha, Juan Carlos I, para resolver a crise entre os argentinos e o Uruguai envolvendo a instalação de fábricas de celulose no Rio Uruguai, na divisa entre os países. Em conversa paralela durante a 16ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado, realizada em Montevidéu, Kirchner solicitou que Juan Carlos I atue como "facilitador" na solução do conflito, segundo informação do porta-voz do rei espanhol. O governo do Uruguai informou, através de seu porta-voz, que aceita a participação do rei espanhol nas negociações. Na sexta-feira, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia dito que o Brasil poderia mediar a crise entre os dois sócios do Mercosul, caso o governo de Kirchner pedisse a intervenção brasileira. Amorim havia ressaltado que o Brasil recebeu apenas o pedido do Uruguai para participar das negociações, e que não poderia "impor sua mediação" sem o aval dos dois países. 'Facilitador' Segundo o porta-voz do rei espanhol, Juan Carlos I se comprometeu a fazer "tudo que for possível" para ajudar no entendimento entre os dois países. De acordo com o porta-voz, o pedido argentino foi para que Juan Carlos I atue como "facilitador" e não como "mediador" (que, segundo ele, "toma parte no conflito") entre os países. Kirchner também se encontrou na manhã de sábado com o presidente espanhol, José Luís Zapatero, para tratar da dívida argentina com a Espanha. O porta-voz de Zapatero não confirmou se o conflito com o Uruguai foi abordado na reunião. No começo do dia, Zapatero também havia conversado com o presidente uruguaio Tabaré Vázquez. As relações entre Argentina e Uruguai estão tensas no momento, devido à "crise das papeleiras", como é chamada a disputa diplomática envolvendo a instalação de uma fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia, no rio Uruguai. O investimento na cidade uruguaia de Fray Bentos, um dos maiores da história recente do Uruguai, é contestado por ambientalistas das cidades vizinhas de Gualeguaychú e Colón, na Argentina, que bloquearam as pontes ligando os dois países pelo rio Uruguai. Vázquez disse que não negociará a crise com Buenos Aires enquanto o bloqueio persistir. Kirchner passou menos de 24 horas no Uruguai e não se encontrou com o presidente uruguaio. Sequer presenciou o discurso de Vázquez na cerimônia de abertura da cúpula, tendo chegado atrasado. |
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