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Brasil recebe US$ 3,5 bi em remessas do exterior, diz Bird | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil recebeu US$ 3,5 bilhões no ano passado de brasileiros que vivem no exterior, ficando na terceira posição na América Latina na lista de países que mais receberam remessas, segundo um relatório do Banco Mundial. O Brasil ficou atrás do México - que recebeu US$ 21,8 bilhões e é o maior recipiente de remessas no mundo - e da Colômbia, que recebeu US$ 3,8 bilhões. Mundialmente, o Brasil é o 11º colocado. O estudo do Banco Mundial apresenta um quadro bem diferente em relação ao Brasil de um relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) divulgado há duas semanas, segundo o qual o Brasil teria recebido US$ 6,4 bilhões de remessas do exterior em 2005. Procurada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa do Banco Mundial afirmou que uma explicação para a diferença pode ser o fato de que as remessas são estimadas com base em algumas suposições, já que não podem ser diretamente identificadas nos dados de balança de pagamentos. O assessor de imprensa Stevan Jackson disse, no entanto, que os dois órgãos irão comparar os dados e a metodologia usada em um encontro. Crescimento Segundo o estudo, o Brasil e a Argentina são os países da América Latina com maior potencial para se beneficiar dessas remessas. O potencial de impacto nos dois países é entre 0,34% e 0,37%. Apesar de os Estados Unidos ser um destino importante para os brasileiros, o relatório do Banco Mundial afirma que o país é escolhido por menos da metade dos que vivem no exterior. O estudo ressalta que a Europa representa um importante destino não só para brasileiros, como também para chilenos e uruguaios. Escolaridade Os brasileiros que deixam o Brasil para viver no exterior tendem a ter um nível de escolaridade mais alto, segundo o relatório do Banco Mundial. A tendência é verificada mais na América do Sul e no Caribe e menos na América Central. Isso, aponta o relatório, apesar de os níveis de educação no México e no Brasil, por exemplo, serem parecidos. A resposta, segundo o estudo, pode estar no custo alto que o brasileiro ainda tem de pagar para emigrar, comparado com um quadro mais favorável entre os mexicanos e outros da América Central, que têm mais facilidade para ir aos Estados Unidos, devido a familiares que já vivem lá ou à possibilidade de emigrar de forma ilegal. |
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