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'The Nation': Para o bem da pátria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
The Nation é a mais antiga revista americana. Está fazendo 141 anos. Semanal, foi lançada em 1865 por William Lloyd Garrison, um anglo-irlandês abolicionista. A revista teve seus altos e baixos, mas sempre manteve a linha liberal e antigoverno. No começo do século 20, The Nation fez campanha pelo perdão de Tom Mooney, um líder sindical injustamente condenado. Na década de 20, mobilizou seus leitores por um novo julgamento dos anarquistas Sacco e Vanzetti, foi contra o "roubo" do Canal do Panamá, a anexação do Havaí e apoiou a independência das Filipinas. Neste século, duvidou da versão oficial sobre armas no Iraque desde o começo e liderou as críticas contra a invasão muito antes de a guerra entrar pelo cano. Desde o primeiro exemplar, The Nation foi financiada por ricos e intelectuais com dinheiro, uma certa raridade, entre eles, Henry Wadsworth Longfellow, James Russel, William James, Henry James e Henry Adams. Começou com US$ 100 mil, uma baba de dinheiro. E desde o primeiro ano deu prejuizo. Durante 130 anos, The Nation só ganhou dinheiro três anos e até hoje ninguém sabe direito que anos foram esses. Quando Victor Navasky assumiu a direção em 1978, a revista tinha uma circulação de 25 mil exemplares e perdia, em média, US$ 500 mil por ano. Muitos ricos investem em publicações liberais ou conservadoras pelas idéias - fica bem no currículo e nos coquéteis - e também porque os prejuizos são dedutíveis do imposto de renda. Durante a gestão de Navasky, a circulação subiu para 85 mil e passou a dar lucro. Os investidores não reclamaram. Victor Navasky já publicou quatro livros, entre eles o premiado Naming Names sobre as perseguições e denúncias em Hollywood no periodo do Macartismo. Hoje ele também dirige uma das melhores escolas de jornalismo do mundo na Universidade Columbia. No The Nation, ele se tornou sócio e publisher em 95 e atualmente é publisher emeritus. Ainda é um dos donos, reina, mas a editora-chefe é Katrina van den Heuvel, jovem, bonita, inteligente e de família rica. Passei uma manhã com Victor Navasky nesta semana para uma entrevista do programa Milênio. Aos 75 anos, Navasky parece saudável e mais próspero do que nunca. "É uma pena, mas nada é melhor para nossa circulação do que um governo radical de direita". Desde Bush, The Nation dobrou a circulação. Está com 185 mil assinantes e outros 40 mil leitores na internet. Para uma revista política de esquerda, é a estratrosfera. |
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