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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 03h34 GMT (00h34 Brasília)
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Lucas Mendes: E cuméquitá Nova York?
Exagerada, como sempre. Mil graus à sombra e a umidade do ar não tem nada de relativa. Será apenas o verão?

Gasolina a três paus o galão. Todo mundo reclama mas ninguém deixa o carro em casa. Que se dane o Al Gore.

Muita gente anda com medo do metrô e, desde os atentados na Índia, nosso amigo Caio Blinder só anda de carro ou de ônibus. Qualquer explosão nesta cidade, até de cano de descarga, nos dá um choque ossâmico.

Esta semana uma casa inteira, num bairro grã-fino, foi para os ares numa magnífica explosão às nove da manhã. Durante horas Osama foi o principal suspeito. Depois descobriram que o dono, um médico milionário, ligou o gás e acendeu o fósforo. Briga de divórcio.

Piratas e Super Homem

Nos cinemas não há grandes novidades a menos que você goste de Piratas e Super Homem, mas um grupo de cineastas brasileiros vai fazer um agito lá no MOMA na próxima semana.

O teatro vai bem mas estou atrasado. Só esta semana vou assistir Spamalot. Fui comprar os ingressos em dezembro planejando ir na véspera do Ano Novo. Que ingenuidade.

Se você quer assistir uma peça de sucesso nas doze primeiras filas vai pagar US$ 300 por ingresso. Câmbio negro feito pelo próprio teatro. Não é a toa que a Broadway está faturando como nunca.

Com os livros há um fenômeno inédito e não parece ligado ao verão. Os cinco mais vendidos na lista de não ficção do New York Times foram escritos por jornalistas pouco conhecidos fora dos Estados Unidos.

O líder da lista, Wisdom of Our Fathers, não tem nada a ver com jornalismo. São cartas de filhos sobre pais recolhidas por Tim Russert, analista político da NBC e apresentador de um programa matinal aos domingos.

Não me lembro de outro período, nos últimos trinta anos, em que o jornalismo e jornalistas estivessem tão por baixo neste país. Por que vendem tantos livros?

De todos os fenômenos e excessos deste verão o mais misterioso de todos para os americanos foi a cabeçada do Zidane no Materazzi.

Você vai dizer que isto não é novidade porque a cabeçada foi vista, revista, digerida e regurgitada no mundo inteiro. Certo, mas aqui, onde os índices de audiência da Copa ainda são ridículos comparados com o resto do mundo, a cabeçada ainda é o prato do dia. Por que Zidane em vez de sair algemado do campo foi recebido como herói na Franca?

Jay Leno, um comediante, diz que foi a primeira vez que um francês mostrou disposição de luta desde a Primeira Guerra Mundial.

Espetar os franceses, para os americanos, é um prazer em todas as estações do ano.

Enfim, neste verão, até agora tudo bem e nada de novo. Minto. Já chegou ao Brasil a Coca-Cola com café?

Nos vemos aí durante as férias. Forte abraço.

Arquivo - Lucas
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