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Polícia investiga envolvimento da mãe em seqüestro de austríaca | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia da Áustria esta investigando um possível envolvimento da mãe da jovem Natascha Kampusch com o técnico em eletrônica Wolfgang Priklopil, o homem que a seqüestrou e a manteve em cativeiro por oito anos. Natascha, hoje com 18 anos, conseguiu se libertar há cerca de um mês e meio. Testemunhas afirmam que a mãe dela, Brigitta Sirny, freqüentava o mesmo bar onde Priklopil costumava se encontrar com seu sócio Ernst Holzapfel. Mas ninguém se lembra de tê-los visto conversando. “Há semanas que surgiram estes rumores, mas até agora não encontramos nada de concreto que possa confirmar isto”, afirma o chefe da investigação, Gerhard Lang. Os detalhes do seqüestro da jovem continuam nebulosos, com uma série de rumores sendo noticiados pela imprensa do país. No entanto, até agora, a polícia da Áustria admite estar investigando apenas o boato da ligação de Sirny com o seqüestrador. Sadomasoquismo Em sua última edição, a revista alemã Stern diz que Kampusch, hoje com 18 anos, teria sido molestada por Priklopil e também por outras pessoas em um clube de sadomasoquismo. Lang classificou a afirmação como “besteira”. Opinião parecida tem o médico Max Friedrich, que vem fazendo o acompanhamento da jovem. “Não há nenhuma indicação disto em nosso diagnóstico. Eu fico consternado com este tipo de jornalismo”, disse. A notícia de que a jovem teria ido a uma estação de esqui com Priklopil no último mês de fevereiro também foi inicialmente negada por Kampusch, mas confirmada depois por seu advogado, Gabriel Lansky. Segundo ele, as condições para uma possível fuga na ocasião não foram consideradas propícias pela vítima. “Ela mal sabia esquiar, estava subalimentada e sofria de problemas circulatórios”, apontou. “Horda de jornalistas” Para o investigador Lang, “a horda de jornalistas que tem cercado a casa em Strasshof acredita em qualquer coisa que é dita em meio a vinho e cerveja e depois vem a nós querendo uma confirmação”. Segundo o policial, as mesmas “testemunhas de jornal” desmentiram as informações quando confrontadas com as autoridades. Os problemas com a imprensa continuaram na semana passada, quando o pai de Kampusch, Ludwig Koch, envolveu-se em uma briga com um câmera de uma tevê espanhola que seguia a família durante uma visita ao advogado. Recentemente, Koch fez um desabafo à imprensa de que sua filha havia sido “trancafiada de novo”, referindo-se ao grupo de médicos e advogados que cuida da menina. Segundo ele, seus contatos com a filha são sempre pontuais e curtos. “Ela está sendo manipulada”, acusou. Herança No momento, Natascha Kampusch vive em um apartamento onde é acompanhada por este grupo de especialistas. A jovem mostrou interesse em herdar a casa de Priklopil onde ficou presa, uma atitude que causou um certo estranhamento. “Ela morou lá por oito anos e meio e talvez seja uma vitória pessoal sua retornar como uma pessoa livre”, justificou o advogado Lansky. Com tantos pontos obscuros, Lansky não descarta que sua cliente venha no futuro dar mais detalhes sobre o período em que esteve presa. “A senhora Kampusch não fará declarações para responder a especulações baratas de revistas e nem falará sobre a dimensão do seu martírio no cativeiro. Pelo menos, não neste momento”. |
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