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Europa discute nova política de imigração | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia começou a discutir nesta quinta-feira uma nova política de imigração que pretende solucionar a escassez de mão-de-obra e a avalanche de imigrantes ilegais na região. O comissário europeu para Assuntos Internos, Franco Frattini, propõe a criação de um sistema de imigração controlada. Antes de poderem entrar na UE os novos imigrantes teriam que estudar as leis européias e o idioma de seu país de destino. Também teriam que passar por um curso de formação sobre o intercâmbio de valores religiosos. A proposta conta com a simpatia dos principais grupos do Parlamento Europeu e deve ser aprovada pelos ministros dos 25 países-membros em novembro, durante uma cúpula sobre imigração que será realizada na Líbia. “É preciso explicar à opinião pública da UE que precisamos de trabalhadores estrangeiros. E precisamos de trabalhadores temporários, não apenas qualificados”, afirma o comissário. Segundo Frattini, o setor agrícola e o trabalho doméstico são algumas das áreas que atualmente enfrentam déficit de mão-de-obra, uma situação que tende a se complicar ainda mais devido ao perfil da sociedade européia. Comunicação de decisões De momento, os ministros já aprovaram, nesta quinta-feira, uma resolução estabelecendo que todos os países-membros devem comunicar ao resto da UE suas decisões nacionais sobre asilo e imigração. A medida é resultado das críticas feitas por Alemanha e Holanda sobre a falta de informação oferecida pelo governo da Espanha quando regularizou cerca de 700 mil imigrantes no início de 2005. A presença de imigrantes legais ajudaria os países-membros a melhorar seus ingressos fiscais e a ter mais recursos para fazer frente ao envelhecimento da população sem ter que apelar ao corte de benefícios sociais. Ainda assim, países como França, Holanda e Alemanha endureceram neste ano suas políticas migratórias. De acordo com um estudo divulgado recentemente pela Comissão Européia (órgão Executivo da UE), em 2050 um terço dos europeus terá mais de 65 anos de idade - o equivalente a 135 milhões de pessoas, quase o dobro dos atuais 75 milhões. Além disso, a taxa de natalidade na região baixou a um nível preocupante nos últimos anos: 0,5 filho por casal. |
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