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Atualizado às: 28 de setembro, 2006 - 09h18 GMT (06h18 Brasília)
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Lucas Mendes: Fossa americana
Hoje vamos falar de fracassos americanos sem falar de Iraque. A economia campeã mundial na corrida capitalista caiu do primeiro para o sexto lugar em competitividade. Impostos, regulamentos, custos legais e de saúde deixaram os Estados Unidos para trás.

A competitividade americana não é a única decepção. Os Estados Unidos eram líderes mundias em ciências e inovações científicas, campeões em prêmios e em número de "papers" e artigos publicados na imprensa especializada.

Há 20 anos, os cientistas americanos apresentavam 61% dos "papers" nas publicações científicas. Hoje, caíram para 29%.

Da década de 60 até 2000, os Nobel científicos eram barbadas para os americanos. Agora, estão com 51% dos prêmios, e caindo.

O mesmo está acontecendo com o número de patentes, hoje em 52%. Os asiáticos estão cada vez mais perto.

Nos concursos e campeonatos das ciências de computação, às vezes, todos os finalistas eram americanos. Não havia concorrência e, até 1989, o campeão em programação de computadores sempre foi um time americano.

Este ano, entre os 12 primeiros classificados, só um era americano. Ano passado, nenhum. (Entre os ricos, continuam líderes mundias em analfabetismo histórico e geográfico).

Estou citando fontes americanas e vou citar mais uma. Domingo à noite um comentarista esportivo perguntava em tom histérico: "O que está acontecendo conosco? Fomos humilhados no campeonato mundial de basquete e hoje fomos humilhados no golfe contra a Europa na copa Ryder. Este ano perdemos até o campeonato mundial de basebal!"

Nas competições internacionais, 2006 tem sido um desastre para os Estados Unidos em esportes que sempre dominaram. Com algumas de suas maiores estrelas, perderam para a Grécia no basquete.

Também estrelados, levaram chumbo do Canadá e do México no basebal. No basquete feminino, não perdiam desde 94. Em São Paulo, perderam para a Rússia.

Uma teoria é a globalização. Dos 450 jogadores profissionais no basquete, 100 são estrangeiros, um número recordista.

As universidades americanas estão coalhadas de tenistas russas, golfistas coreanas, nadadores do mundo inteiro. Enfim, de atletas de quase todos os esportes que vêm estudar de graça, têm o melhor treinamento que existe e, em troca, competem pelas universidades.

Nas competições inernacionais, jogando pelos próprios países, arrebentam os americanos.

A explicação é boa, mas será verdade? Ou esta fossa é sinal da decadência do império?

O mundo torce contra os Estados Unidos.

Arquivo - Lucas
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