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Lula deve pedir apoio internacional no combate à fome | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso de abertura da 61ª Assembléia Geral da ONU, na sede da instituição, em Nova York, às 11h do horário local (12h, horário de Brasília). Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em seu pronunciamento, o presidente deverá tratar de "um tema que é muito caro a ele. A necessidade da cooperação internacional no combate à fome e à pobreza". O chanceler afirmou que o presidente "tem colocado muita ênfase na necessidade de que líderes políticos se envolvam diretamente em dar o apoio necessário para que a Rodada de Doha chege a uma conclusão". O ministro disse que Lula também deverá abordar temas ligados à paz e à segurança. Esta é a terceira vez que Lula participa da abertura da Assembléia Geral da ONU. Seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, realizou apenas uma única vez o discurso de abertura da assembléia. Uma das principais metas da política internacional de Lula, a obtenção de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU pelo Brasil, não foi obtida. Por esse motivo, é provável que o tema também conste do discurso. Agenda Após o discurso, o presidente participará de um almoço oferecido pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, aos chefes de Estado e de governo presentes ao encontro da Assembléia Geral. Na parte da tarde, Lula participa do lançamento da Central Internacional de Compra de Medicamentos. Trata-se de um programa que estabelece a cobrança de uma taxa sobre vôos internacionais, cuja verba seria revertida para a compra de medicamentos para países em desenvolvimento. O projeto é defendido por Lula e pelo presidente da França, Jacques Chirac, que estará presente ao encontro. O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, também deve participar do evento. Na parte da tarde, ele receberá o prêmio de Estadista do Ano 2006, entregue pela organização não-governamental americana Appeal of Conscience, que defende a liberdade religiosa e os direitos humanos. Após o evento, ele retorna a seu hotel e parte pouco depois de volta para o Brasil. A passagem de Lula por Nova York para a assembléia da ONU é uma das mais curtas já feitas pelo presidente. Ele permanecerá pouco mais de 24 horas na cidade. Prêmio Os escândalos que marcaram a administração de Lula não impediram o presidente de ser eleito o estadista de 2006 por uma organização não-governamental americana. A organização Appeal for Conscience, que defende a liberdade religiosa e a defesa dos direitos humanos, entregará seu prêmio anual a Lula na tarde desta terça-feira em Nova York. De acordo com a entidade, o prêmio será entregue ao presidente brasileiro porque, "com sua liderança, o presidente do Brasil ofereceu um exemplo construtivo para a América Latina e para o mundo em desenvolvimento e por ter trazido uma nova era de progresso a um país que é uma das mais antigas democracias do mundo". Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da Appeal for Conscience, o rabino Arthur Schneier, disse que os escândalos não tiveram qualquer influência sobre a escolha da entidade. "O prêmio é um tributo ao homem Lula, à sua persona, independentemente de quaisquer problemas estruturais", afirmou. Entre outros que já receberam o prêmio de estadista do ano entregue pela Appeal for Conscience estão o primeiro-ministro da Austrália, John Howard, e o ex-premiê espanhol, José Maria Aznar. |
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