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Corrupção é problema para apenas 11% dos eleitores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A corrupção é considerada um problema para apenas 11% dos eleitores brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo instituto americano Zogby e encomendada pela Universidade de Miami. Segundo a pesquisa, os temas que estão no topo da agenda dos eleitores são o desemprego (34%) e a criminalidade (19%). As acusações de corrupção que envolveram o Congresso Nacional e o governo Lula no ano passado provocaram danos limitados à imagem do presidente. A aprovação ao governo chegou a cair ao seu mais baixo índice em dezembro do ano passado, quando 29% dos entrevistados numa pesquisa do instituto Datafolha disseram considerar o desempenho do governo como ruim ou péssimo, contra 28% que o consideravam bom ou ótimo. Mas apesar da continuidade do escândalo do Mensalão e de novas denúncias contra aliados do governo, a avaliação do presidente voltou a subir e atingiu um nível recorde no mês passado, quando 52% dos entrevistados pelo Datafolha consideraram seu governo bom ou ótimo, contra 16% que disseram considerá-lo ruim ou péssimo. Para o cientista político Jairo Nicolau, do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), os escândalos de corrupção “têm um grau de complexidade que torna complicada a compreensão pelo eleitor que não é muito bem informado”. Segundo ele, após mais de um ano, com denúncias variadas, algumas delas não comprovadas, e investigações que não geram punições nem cassações, o eleitor acaba confuso. “Acaba ficando o dito pelo não dito”, avalia. Para ele, o fator tempo contou a favor do presidente. “Já ficou algo distante, com o qual ninguém mais se importa”, afirma. Além disso, ele considera, “há um certo cinismo dominante na cultura política brasileira, com uma idéia de que a corrupção está generalizada, mas está bom se o governo fez algo em outras áreas”. Isso também comprova, segundo ele, que os escândalos de corrupção não afetam de maneira irreversível as possibilidades eleitorais dos envolvidos. |
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