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Tribunal pede para Quênia prender acusado de genocídio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR, sigla em inglês) voltou a pedir para que o governo do Quênia se esforce para prender um suspeito do genocídio de Ruanda. Felicien Kabuga era um rico empresário ruandês e dono da estação de rádio Mille Collines, que fazia campanha contra a minoria Tutsi durante a guerra civil do país. Kabuga está foragido, mas acredita-se que ele esteja escondido no Quênia. Na quarta-feira, Emmanuel Nteziryayo, outro acusado pelo genocídio foi descoberto vivendo na Grã-Bretanha com um nome falso. Durante a guerra civil em Ruanda, cerca de 800 mil pessoas na etnia tutsi foram assassinadas por duas milícias radicais hutus. 10% da população do país foi morta durante os 100 dias do genocídio. A Rádio Mille Collines estimulava abertamente que os tutsi fossem exterminados, bem como qualquer um que se dispusesse a ajudá-los. "As baratas tutsi têm de ser exterminadas", dizia um dos locutores da rádio. A atuação da rádio ficou tão célebre que até a Organização das Nações Unidas (ONU) cogitou uma operação para interromper o sinal que era transmitido pela emissora, mas o plano nunca foi posto em prática. Neste ano, a ONG Repórteres sem Fronteiras denunciou a falta de liberdade de imprensa no país, reportando que autoridades ruandesas pressionam jornalistas para não fazer críticas ao governo. O ICTR, que indiciou Kabuga em 1999, é sediado na cidade de Arusha, na Tanzânia e já condenou 28 pessoas ligadas ao genocídio. A Justiça de Ruanda estuda a possibilidade de revogar a pena de morte por genocídio para que acusados dos crimes de 1994 sejam extraditados para o país. Muitos países se recusam a extraditar os ruandeses acusados pelo genocídio por causa do risco de execução. |
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