|
Ruanda prende general acusado de genocídio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um general do Exército ruandês foi preso sob ordens de um tribunal local que está investigando o genocídio que aconteceu em 1994 no país. Na época, pessoas de etnia hutu mataram em poucos dias cerca de 800 mil pessoas, em sua maioria representantes da etnia tutsi e hutus moderados. O general Laurent Munyakazi negou testemunhos feitos contra ele de que estaria envolvido no assassinato de pessoas que se abrigaram em igrejas locais. O militar foi detido pela acusação de ter cometido crimes de guerra e será submetido a uma corte marcial. Ele também é suspeito de ter tentado intimidar testemunhas e de ocultar provas. Tribunais comunitários Tribunais comunitários, como o que decretou a prisão de Munyakazi, são conhecidos como gacaca em Ruanda e começaram em março deste ano a identificar perpetradores e vítimas dos massacres. É a primeira vez que um oficial militar de tão alta patente é detido por ordem de um gacaca. Um total de 12 mil minitribunais deste tipo foram montados em diferentes vilarejos de Ruanda. Eles visam aliviar o trabalho dos tribunais convencionais, que estão sobrecarregados com julgamentos do genocídio. Caso sejam confirmados os supostos crimes de guerra do militar, ele seria colocado na "primeira categoria" dos autores do genocídio - ou seja, entre os que teriam planejado alguns dos massacres. Munyakazi era tentente coronel do Exército de maioria hutu durante o período do genocídio. Desde que foi preso, o militar não fez qualquer comentário sobre as acusações que lhe são feitas. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||