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Atualizado às: 03 de agosto, 2006 - 20h51 GMT (17h51 Brasília)
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EUA condenam Fidel por 'impor' irmão no poder
Poster de Fidel em Havana
Havana está com clima calmo, mas segurança foi reforçada
Os Estados Unidos criticaram o líder cubano Fidel Castro por ter “imposto” o seu irmão Raul no poder, enquanto se recupera de uma cirurgia no estômago.

Segundo o porta-voz do departamento de estado americano, Sean McCormack, a medida “impede que o povo cubano possa escolher seu governo livremente”.

McCormack disse que os Estados Unidos estão prontos para apoiar qualquer tipo de “transição genuína” com ajuda humanitária.

Fidel Castro delegou poderes a Raul Castro, seu irmão mais novo, na segunda-feira, mas nenhum dos dois foi visto desde então, criando especulações sobre o futuro do país.

O correspondente da BBC em Havana, Stephen Gibbs, disse que a situação na capital é calma, mas que a segurança tinha sido reforçada.

“Parar com o ódio”

Pouco antes, a irmã mais nova de Fidel, Juanita Castro, criticou as celebrações que aconteceram em Miami, quando se espalharam as notícias sobre a cirurgia no líder cubano.

Ela, que está exilada nos Estados Unidos desde 1960, disse à BBC que as manifestações nos Estados Unidos estavam “prejudicando a imagem do país e dos exilados”.

Juanita Castro afirmou que era tempo de se “parar com o ódio”.

Ela também disse que ouviu de fontes próximas a seu irmão que ele estava na unidade de terapia intensiva, mas com condições estáveis.

Em Miami, há quem acredite que Fidel já estaria morto.

Agenda punitiva

O correspondente da BBC em Havana disse que na capital cubana, crescem as interrogações sobre onde estaria o líder do país.

Apesar de o ministro da defesa cubano Raul Castro ter atuado nos últimos dois dias como presidente de fato, ele também não fez nenhuma aparição pública nem emitiu nenhum comunicado.

Para os cubanos, mesmo com Raul oficialmente no poder, o controle do país ainda estaria nas mãos de Fidel, mesmo debilitado.

O líder cubano, que completa 80 anos neste mês, teria culpado uma agenda cansativa de compromissos nas últimas semanas pelos seus problemas de saúde.

Não se sabe se Fidel está sendo tratado em casa ou em um hospital.

Esta é a primeira vez que Fidel Castro deixa de exercer o poder em Cuba desde a sua posse em 1959.

Castro está entre os líderes mundiais de maior longevidade, tendo visto nove presidentes americanos diferentes durante seu governo.

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