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Envio de tropas ao Líbano divide a Alemanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A memória do Holocausto está gerando um debate na Alemanha sobre um possível envolvimento do país na Força de Paz do Líbano. O assunto está tendo grande destaques nos jornais alemães, que trouxeram uma série de argumentos contra e a favor do envio das tropas, com a sombra do passado permeando a todos eles. "A história é passado, mas a história do holocausto é parte do presente alemão", diz o Frankfurter Rundschau. Ele diz que "nenhum soldado alemão, nem mesmo em tese, deve ficar em situação em que tenha que apontar uma arma a um israelense”. Constituição O Suddeutsche Zeitung disse que é "impressionante" que os políticos estejam considerando a idéia, enquanto o austríaco Der Standard considerou "impensável" que os netos dos culpados podem vir a atirar nos netos das vítimas. O secretário-geral do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Stephan Kramer, se pronunciou contrário ao envio. "Existem sobreviventes do Holocausto vivendo em Israel. Não acho que eles vão gostar da idéia de soldados alemães no sul do Líbano especialmente se eles tiverem que tomar uma atitude contra um soldado israelense". Ele disse que seria contra, mesmo se Israel concordar. A constituição alemã foi mudada há 12 anos para permitir o envio de soldados para missões de paz no exterior. Eles já foram enviados para os Balcãs, Afeganistão, Etiópia, Sudão e Congo. Hezbollah O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, justamente por uma questão de responsabilidade histórica, os alemães devem se envolver. "Creio que é apropriado, levando em conta a história difícil da Alemanha e Israel", disse ele no domingo. O partido Social Democrata, de Steinmeier, assim como o Democrata Cristão, da chanceler Angela Merkel, estão divididos. Os três principais partidos de oposição -o Verde, o FDP (liberal democrata) e o PDS, de esquerda - são contra. O líder dos Democratas Cristãos no Parlamento Europeu, Elmar Brok, disse que "é impossível para um soldado alemão usar força contra um soldado israelense". O editor de opinião do jornal Der Tagesspiegel, Malte Lehming, diz acreditar que o cenário que se apresenta viola uma das principais lições aprendidas pelos alemães no século passado: "Nunca mais". "Acho que a Alemanha pode participar de uma força multinacional, mas seria melhor que seus soldados fossem enviados para a paz na fronteira entre o Líbano e a Síria", onde um choque com israelenses seria menos provável. Joerg Himmelreich, da instituição German Marshall Fund, acredita que o cenário não é mesmo provável e que, se forem mandados para a região, os alemães vão acabar combatendo o Hezbollah. |
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