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Atualizado às: 21 de julho, 2006 - 22h50 GMT (19h50 Brasília)
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Governo negocia uso de aviões comerciais em resgate

Americanos entram em barco da Marinha para sair do Líbano
Americanos entram em barco da Marinha para sair do Líbano
O governo brasileiro está negociando com empresas aéreas comerciais a realização de vôos especiais para retirar os brasileiros da área de conflito no Líbano.

Além da Varig, que já ofereceu ajuda e só depende da disponibilidade de aeronaves, o embaixador o embaixador Everton Vieira Vargas, chefe de gabinete do ministro e um dos coordenadores do Grupo de Apoio aos Brasileiros no Líbano, revelou nesta sexta-feira que o governo está conversando também com outras empresas, inclusive companhias estrangeiras que atuam no Oriente Médio.

"É uma operação não só do governo, mas de solidariedade da sociedade brasileira", disse o embaixador.

Ele não quis dizer se os vôos seriam pagos pelas empresas ou pelo governo. "Prefiro não revelar os detalhes neste momento, porque ainda estamos negociando", afirmou.

Estes aviões seriam utilizados principalmente para transportar pessoas que estariam no Vale do Bekaa e iriam para Damasco, na Síria. O transporte terrestre para Damasco ainda depende da melhoria na segurança do Vale do Bekaa.

Ônibus

O governo chegou a acertar o aluguel de 20 ônibus no meio da semana, mas os motoristas não consideram o trajeto seguro e não concordaram em fazer a viagem.

A nova operação, segundo o embaixador, será feita em conjunto com o cônsul-honorário do Brasil em Trípoli, no norte do Líbano, que vai organizar a comunidade libano-brasileira na região.

O governo estima que cerca de mil brasileiros desejariam deixar a região, mas consideram muito arriscado fazê-lo por conta própria e dependem de ajuda do governo.

Outros 144 brasileiros devem deixar Beirute em três ônibus fretados pelo governo brasileiro neste sábado de manhã. Eles vão para Adana, na Turquia, de onde partem a partir de domingo quatro vôos de dois aviões da FAB para o Brasil.

No total, os quatro vôos, que saem domingo, segunda, quarta e quinta-feira, têm capacidade para 460 passageiros.

O governo brasileiro também conseguiu 50 lugares num barco canadense que deixa Beirute no domingo em direção ao porto de Mercin, na Turquia, próximo a Adana.

Damasco

Nesta sexta-feira, dois ônibus saíram do consulado de Beirute e da embaixada de Damasco para Adana. De lá, eles partiriam em vôos regulares das companhias aéreas. Dos 60 que estavam cadastrados pelo Itamaraty em Amã, 57 conseguiram trocar a passagem e embarcaram para o Brasil via Damasco. O Itamaraty diz que nos vôos da FAB terão prioridade pessoas sem passagens aéreas e sem recursos para comprá-las.

O embaixador defendeu a estratégia adotada pelo governo brasileiro, de retirar os cidadãos por via terrestre da zona de conflito e trazê-los de volta ao Brasil por via aérea.

Nos últimos dias, à medida que aumentaram os bombardeios e o isolamento das áreas atingidas, aumentaram também as críticas de pessoas que ainda não tinha conseguido a ajuda do governo.

"Eu entendo a angústia de pessoas que estão vendo outras pessoas sendo evacuadas e elas não. Estamos fazendo de tudo para retirar essas pessoas o mais rápido possível", afirmou o embaixador.

Ele disse que o ônibus que levou 51 brasileiros de Beirute para Adana nesta sexta-feira só levou este número porque foram apenas estes os que confirmaram que realmente queriam fazer a viagem.

A intenção inicial era lotar três ônibus. "O pessoal do consulado ligou para dezenas de pessoas, mas muitos não quiseram ir porque disseram que a situação tinha acalmado. Mas aí ontem à noite os bombardeios recrudesceram", afirmou o embaixador Vargas.

A viagem de ônibus está demorando de 12 a 14 horas.

Método

"Nosso método de trabalho é o mesmo método adotado por outros países", disse o embaixador Manoel Gomes Pereira, diretor do Departamento de Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty. "É tirar o cidadão das áreas bélicas e levar para outro lugar de onde eles possam retornar para seus países", afirmou.

"O Brasil trouxe seus primeiros retirados antes mesmo dos Estados Unidos, que só conseguiu tirar seus cidadãos ontem (quinta-feira)", disse o embaixador Vargas.

A opção de transporte marítimo, utilizada por outros países na retirada de seus cidadãos, também está sendo considerada pelo governo brasileiro, mas até agora não conseguiu alugar um barco.

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