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Itamaraty confirma morte de sete brasileiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro confirmou nesta quarta-feira a morte de sete brasileiros no Libano em função dos bombardeios israelenses. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, foram confirmadas entre ontem e hoje as mortes do comerciante Rodrigo Aiman e de Dib Baracat. Na terça-feira, o Itamaraty já havia confirmado a morte do garoto Bassel Tormos, de oito anos, na cidade de Tallousa. Na semana passada, morreram quatro integrantes de uma família brasileira, Akil Merhi, a mulher Ahlam Merhi, e os dois filhos do casal, em férias no Líbano. Amã e Damasco O governo já trabalha na organização de uma segunda operação de retirada de brasileiros da zona de conflito. Ela será realizada por vários ministérios em Brasília, pelo consulado brasileiro em Beirute e pelas embaixadas de Amã e Damasco. Ainda não existe uma data para a retirada e não está decidido se o ponto de partida será Adana, na Turquia, de onde partiu o primeiro vôo. De acordo com o Itamaraty, todos os setores envolvidos já estão cuidando dos detalhes, tentando alugar ônibus e obter autorização tanto para o transporte terrestre como aéreo. O diplomata Paulo Uchoa, encarregado de negócios da embaixada de Bagdá, que fica baseado em Amã, na Jordânia, disse que os consulados de Amã e Damasco já estão sendo procurados por brasileiros que precisam de ajuda para deixar o país. 'Ir atrás' Ele disse que cada embaixada tem uma lista com cerca de 100 pessoas, que precisariam de transporte fornecido pelo governo. Mas ele acredita que, uma vez anunciado que existe transporte, o número deverá ser muito maior. "Algumas pessoas nos dizem que têm uma família de dez, mas existem outras 30 na cidade onde moram que só estão esperando a confirmação pra vir pra cá", explicou. O governo não tem um estimativa oficial do número de brasileiros na região do conflito. Mas, segundo Uchoa, uma pessoa que trabalha na região para o governo brasileiro estimou em 10 mil os brasileiros vivendo em Beirute e 90 mil em todo o Vale do Bekaa. "Eu fiquei surpreso com o elevado número, mas ela disse que é isso mesmo", contou Uchoa. Como o registro nas embaixadas e consulados não é obrigatório, o governo brasileiro não tem como saber o número exato. "Dependemos dos brasileiros nos procurarem para sabermos a demanda. Não podemos ir atrás dos brasileiros pelo Líbano", disse na terça-feira em Brasília o embaixador Everton Vieira Vargas, um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Apoio aos Brasileiros no Líbano, montado no fim de semana para ajudar na retirada de cidadãos brasileiros da região. Dinheiro Uchoa disse que, por enquanto, o conflito está restrito ao território libanês e as viagens nos territórios sírio e jordaniano estão seguras. A dificuldade é atravessar o Vale do Bekaa, que corta o Líbano e está sendo bombardeado constantemente por Israel. Segundo Uchoa, um carro para o trajeto de 260 quilômetros está custando US$ 1,5 mil e a viagem demorando de sete a nove horas. Uma vez em Damasco ou Amã os vôos para as capitais européias estão funcionando normalmente. A maior dificuldade dos brasileiros que estavam de férias e têm passagem comprada, segundo ele, tem sido conseguir lugar nos vôos de volta para o Brasil, por causa do cancelamento dos vôos da Varig. Uchoa disse que o governo brasileiro tem uma verba que está sendo utilizada para ajudar as pessoas que não tem meios para se manter. |
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