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Refugiados xiitas mantêm apoio ao Hezbollah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Refugiados xiitas que têm fugido dos bombardeios israelenses continuam apoiando a "resistência" representada pelo grupo militante Hezbollah, cuja captura de dois soldados de Israel provocou o atual conflito. Muitos xiitas do sul do Líbano fugiram para a capital, Beirute, e mesmo moradores da área sul da capital – a mais atingida pelos ataques – tiveram de encontrar abrigo em outras regiões da cidade. A libanesa Mira Hashim está entre os cerca de 300 refugiados que estão dormindo ao relento em um parque no centro de Beirute. “Tive que sair de minha cidade e buscar abrigo aqui em Beirute, mas isso não signfica que estamos com medo", disse ela à BBC Brasil. "Os israelenses é que têm medo da gente porque o Corão (o livro sagrado muçulmano) diz claramente que os muçulmanos é que vão prevalecer”, afirmou Hashim, que vive em um vila bombardeada no sul do Líbano. Os números relativos aos que fugiram de suas casas não são precisos nem fáceis de ser verificados de maneira independente. Mas o governo do Líbano e organizações não-governamentais sugerem que até 500 mil libaneses já se tornaram o que na linguagem dos conflitos armados têm o nome de “deslocados internamente”. São pessoas que, devido a ataques ou ao risco de que eles aconteçam, acabam obrigadas a deixar suas casas e buscar refúgio em outros lugares dentro do país. “Medo”
A ajuda do governo é limitada, e esses refugiados têm que contar principalmente com a caridade da comunidade. “Cuidado na hora de filmar e fotografar as pessoas. Muita gente aqui considera estar nestas condições uma humilhação imposta por Israel e se envergonha disso”, advertiu o porta-voz de um comitê formado por estudantes universitários para dar assistência ao refugiados, quando a reportagem da BBC Brasil chegou ao parque. Os refugiados montaram seus acampamentos na grama buscando a sombra das árvores para fugir do sol forte do verão libanês. A água vem de um caminhão pipa que diariamente abastece dois tanques colocados no parque. Organizações não-governamentais e grupos de ajuda improvisados dão comida para as famílias mais pobres abrigadas por ali. Como em quase todo grupo de libaneses, também havia no parque algumas pessoas com nacionalidade brasileira, como Hassan Hader, que mora parte do tempo em Foz do Iguaçu e parte do tempo numa cidade no sul do Líbano. “Minha casa no sul foi destruída, e agora eu estou neste parque. Vou ter que ficar aqui pelos próximos cinco dias e depois espero conseguir voltar para o Brasil”, disse. Mas ele também mantém a postura de apoio ao grupo Hezbollah comum entre os muçulmanos xiitas do sul Libanês. “O Hezbollah é muito legal e esta defendendo nosso país. O problema aqui são os israelenses e não o Hezbollah.” |
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