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Líbano condena 'loucura' de Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse que Israel "abriu os portões do inferno e da loucura" no seu país. Em uma entrevista à BBC, ele fez um apelo ao Hezbollah para que liberte dois soldados israelenses capturados na semana passada, mas culpou as políticas de Israel pelo crescente apoio da população ao grupo militante libanês xiita. A ONU está evacuando todo o seu pessoal não-essencial do país. Dezenas de milhares de pessoas estão deixando o Líbano por mar ou terra. Ataques recentes israelenses mataram 11 soldados libaneses nesta terça-feira. Foguetes do Hezbollah mataram um israelense em Nahariya. Condoleezza Rice Surgiram divergências entre os Estados Unidos e o Egito sobre o momento de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. O ministro do Exterior do Egito, Ahmed Aboul Gheit, pediu um cessar-fogo agora, mas a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que ele só virá "quando as condições permitirem". Ambos fizeram tais declarações em Washington, durante uma visita oficial de Aboul Gheit. Rice também disse que poderá viajar para a região quando for apropriado, necessário ou útil. Mas, segundo ela, qualquer iniciativa terá que ter um valor duradouro. Bombardeios Israel lançou sua ofensiva no Líbano na quarta-feira passada, depois que militantes do Hezbollah capturaram dois de seus soldados. Cerca de 230 libaneses foram mortos desde então - a grande maioria civis, mas incluindo cerca de 30 soldados. O número de combatentes mortos do Hezbollah não é conhecido. Vinte e cinco israelenses morreram - 13 civis e 12 membros do exército. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reiterou as exigências do seu governo de que os soldados capturados sejam libertados sem condições e que Hezbollah seja desarmado. A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse não ser o momento de falar em um cessar-fogo ou no envio de uma força de paz internacional ao sul do Líbano. De acordo com Livni, os primeiros passos para pôr fim ao conflito seriam o desarmamento do grupo militante libanês Hezbollah e a ampliação controle do governo libanês até o sul do Líbano - região dominada pelo Hezbollah e onde o grupo militante mantém uma espécie de Estado à parte. Livni afirma que entre as soluções para o conflito estão a libertação incondicional dos soldados israelenses capturados pelos ativistas libaneses e proibir o Irã e a Síria de rearmar o Hezbollah. O presidente do Líbano, Emile Lahoud, disse que o seu governo não vai tomar medidas contra o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah. Falando no oeste do Líbano, durante uma visita a pessoas que tiveram que fugir de suas casas por causa dos bombardeios de Israel, Lahoud disse que apoiava o líder do Hezbollah. "O Líbano não vai remover Al-Sayyid Nasrallah. Ele, a resistência e o exército libanês conquistaram a liberação do Líbano. Não vamos nos esquecer disso. Isso está escrito nos livros da história, não importa o que Israel faça", disse Lahoud. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez, nesta terça-feira, um novo apelo por ação urgente da comunidade internacional para por um fim à violência entre Israel e o Líbano. Ele reiterou a proposta pelo envio de uma força internacional de paz para a região da fronteira entre os dois países. |
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