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Colômbia: Candidato da esquerda vê 2º lugar como vitória | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O resultado da votação do Pólo Democrático Alternativo nas eleições presidenciais da Colômbia, com 22,03% dos votos válidos, provocou festa no comitê do partido. Foi uma derrota com jeito de vitória. O candidato Carlos Gaviria, de 69 anos, ficou em segundo lugar com pouco mais de um terço dos votos obtidos pelo presidente Álvaro Uribe, reeleito neste domingo. Mas essa eleição representou, como reconheceu Gaviria, a maior votação da história da esquerda na Colômbia. “Não nos sentimos derrotados, mas teve alguém (Uribe) que teve mais votos que a gente”, disse diante de uma platéia eufórica de eleitores. E citou uma frase do escritor argentino Jorge Luis Borges: “A derrota tem uma dignidade que a ruidosa vitória não merece”. O público, em sua maioria de universitários, delirou: “Dignidade, dignidade. O povo unido jamais será vencido”. Oposição Para o ex-senador Gaviria, que é professor de direito da universidade de Antioquia, terra onde Uribe foi governador, o Pólo Democrático deve unir-se, manter-se firme como “a maior força de oposição” e caminhar para a disputa eleitoral de 2010. “Estamos comemorando um triunfo porque a esquerda terá quase três milhões de votos”, disse. Gaviria alfinetou seus adversários, Álvaro Uribe, e o candidato derrotado, Horácio Serpa, do Partido Liberal, presidenciável pela terceira vez. “Não vamos aceitar que nos comprem com embaixadas ou outros cargos”. Serpa foi embaixador do governo Uribe junto à OEA (Organização de Estados Americanos) até decidir ser presidenciável outra vez. Oficialmente, Gaviria fez apenas dois meses de campanha, após a convenção que em março passado o elegeu candidato da frente formada pelo “Pólo Democrático” e “Alternativa Democrática”. “Estamos felizes e otimistas com esse resultado que deu a vitória para a esquerda. São quase três milhões de votos e temos que comemorar e respeitá-lo”, disse Gaviria. Nas últimas eleições, o Pólo Democrático recebeu 680.245 votos, quase quatro vezes menos do que no resultado deste domingo. Derrota Entre os candidatos da oposição ao governo Uribe, Antanas Mockus, da Aliança Social Indígena e ex-prefeito de Bogotá, foi o primeiro a reconhecer que o presidente foi reeleito. Para ele, os resultados desta eleição mostraram que o bipartidarismo que marcou o país por mais de um século pode ter chegado ao fim. O anterior mapa político da Colômbia era formado pelos Partidos Liberal e Conservador. O Liberal, com Serpa, teve a pior derrota da sua história e o Conservador é uma das bases de apoio ao governo Uribe – na frente chamada “Primeiro Colômbia”. Serpa também reconheceu sua derrota e fez duras críticas a administração atual que seguirá até 2010. “Esse governo foi um rotundo fracasso nas suas medidas”, disse. “Uribe venceu, mas não convenceu”. O ex-presidenciável também foi aplaudido, mas pelo reduzido número de partidários que se reuniram no comitê do Partido Liberal. |
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