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Atualizado às: 27 de maio, 2006 - 03h10 GMT (00h10 Brasília)
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Oposição na Colômbia queixa-se de irregularidades

Cartazes da oposição colombiana
Oposição quer garantir que eleição vá para o segundo turno
A oposição colombiana corre contra o relógio para tentar conquistar mais alguns votos, na esperança de que a eleição presidencial não seja definida no primeiro turno, neste domingo.

Nesta sexta-feira, o partido Pólo Democrático entregou à missão da OEA (Organização dos Estados Americanos), que está no país para acompanhar as eleições, e à Justiça Eleitoral colombiana queixas formais de irregularidades que estariam sendo cometidas no norte da Colômbia.

“Essas irregularidades, se evitadas, poderão nos valer os 2% ou 3% que necessitaríamos para um segundo turno”, disse à BBC Brasil o senador Antônio Navarro, chefe da campanha do Pólo Democrático.

Segundo ele, eleitores e chefes das mesas de votação denunciaram “pressões”
para que votem pela reeleição do presidente Álvaro Uribe. Além disso, afirmou, urnas de áreas rurais teriam sido transferidas para áreas urbanas, onde muitos eleitores não contam com transporte para chegar aos locais de votação.

No pacote de denúncias feitas pelo Pólo Democrático inclui-se ainda resultados questionáveis, como afirmou o senador, em doze municípios também de áreas rurais, no estado de Magdalena. “Na última eleição presidencial, Uribe teve entre 96% e 97% dos votos nestes municípios. Como pode ser? Ele nunca foi prefeito ou qualquer outra coisa naquela região”, criticou o senador, responsável pela entrega das denúncias a representantes de diferentes países que integram a missão da OEA.

Pesquisas

Mas as denúncias não abalaram a assessoria de Uribe, que acredita que ele vencerá no primeiro turno. O mesmo entendem diferentes analistas de opinião, a partir de pesquisas como a que foi divulgada na revista Semana, na qual o presidente aparece com 57% das intenções de voto à frente de Carlos Gavíria, do Pólo Democrático, com 19%, e Horácio Serpa, do tradicional partido Liberal, com 13%.

O Pólo Democrático, que surge em segundo lugar nos levantamentos de opinião, tem apenas seis meses de existência e é a união dos partidos (de
centro-esquerda) “Pólo Democrático Alternativo” e “Alternativa Democrática”.

Mas seu candidato César Gavíria – que não é familiar do ex-presidente Carlos Gavíria – foi eleito há apenas dois meses, na convenção das duas legendas.
Por isso, Gavíria é definido como a “surpresa” desta corrida eleitoral.

Poucos, porém, acreditam, pelo menos até esta sexta-feira, que possa ocorrer uma virada na eleição deste domingo. Para que a eleição seja definida no primeiro turno, são necessários 50% mais um dos votos válidos – percentual que Uribe teria garantido, se as urnas acompanharem as pesquisas.

Matemática

Mas o senador Navarro e assessores de Serpa ainda têm esperanças de um segundo turno. Na matemática do chefe da campanha do Pólo Democrático, baseado, como afirmou, numa pesquisa da Universidade Nacional, que não foi divulgada à imprensa, Uribe teria 48% dos votos, Gavíria receberia 29% dos votos e Serpa 15%. Por estes dados, afirma ele, aqueles 2% ou 3% que seriam descontados pelas “irregularidades” nas áreas rurais poderiam ser decisivos para que a eleição não seja definida neste domingo, mas no segundo turno, em julho.

Nestas últimas horas antes do início da votação, as emissoras de televisão ainda exibem anúncios dos principais candidatos. Uribe apela ao pedido de “confiança” para manter sua administração. Gavíria pede um país diferente e Serpa tenta resgatar a antiga – mas hoje apática – paixão dos que há anos costumavam votar por seu partido.

“Colombianos, acordem, votem em quem pode melhorar as condições de vida no país. Temos muitos problemas para resolver no país: educação, saúde, pobreza”, disse Serpa, em seu último discurso de campanha, na quarta-feira.

Na reta final, Gavíria, por sua vez, intensificou as críticas às principais medidas do governo. Disse que é preciso negociar com os guerrilheiros para que se conquiste a paz na Colômbia e pediu a realização de um plebiscito para saber se os colombianos concordam com o TLC (Tratado de Livre Comércio) assinado por Uribe com o governo americano.

Depois da eleição, se saberá qual foi a opção dos cerca de dez milhões de eleitores que deverão comparecer às urnas – uma abstenção que superaria os 40% do total de 26 milhões de eleitores do país.

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