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'Economist': SP é regida pela lei ou por bandidos? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A violência que matou mais de 160 pessoas em São Paulo é tema de reportagem da revista britânica The Economist desta semana, que afirma que "ação do PCC despertou dúvidas se São Paulo, o motor da economia brasileira, é regida pelas leis ou por bandidos" e afirma que "durante vários dias, os paulistanos não puderam sequer reivindicar que sua cidade era mais segura que Bagdá". A publicação dedica a capa de sua edição aos países latino-americanos, com a manchete "A batalha pela alma da América do Sul". Em diferentes textos, a revista aborda a disputa entre supostos líderes democratas e populistas da região, a violência em São Paulo, as medidas de nacionalização na Bolívia e no Equador e a situação sócio-economômica dos países latinos. A reportagem sobre a violência em São Paulo afirma que os eleitores devem esperar que os candidatos à Presidência troquem acusações e usem palavras duras sobre o tema da criminalidade durante a campanha eleitoral. A revista acrescenta que agora tanto o ex-goverandor de São Paulo, Geraldo Alckmim, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderão fugir do tema da violência durante o debate eleitoral. Disputa A Economist abre o principal editorial de sua mais recente edição citando o ex-presidente americano Richard Nixon, que teria dado o seguinte conselho a um jovem Donald Rumsfeld (hoje secretário de Defesa dos Estados Unidos): "A América Latina não importa... as pessoas não dão a mínima para a América Latina". A publicação acrescenta que "Nixon estava certo - até agora. De repente, a América Latina atraiu a atenção mundial". A revista enumera várias razões para isso, mas diz que "após a região ter aparentado abraçar a democracia liberal e o capitalismo de mercado, algo de fundamental está mudando". Essa mudança, no entender da Economist, é a "luta que está sendo travada entre liberais democratas e populistas autoritários". A revista conclui que que "foi necessário muito sangue para restaurar a democracia na América Latina", e que a região deve ter isso em mente e "não jogar no lixo suas conquistas". Crescimento A edição apresenta ainda um texto sobre a situação sócio-econômica brasileira na qual afirma que a região está "indo bem, mas poderia estar melhor, especialmente em relação à pobreza". Segundo a Economist, o crescimento econômico se deve à recuperação de países como a Argentina e a Venezuela, mas acrescenta que "as economias do Brasil e do México, as duas maiores da região, tiveram desempenhos mais modestos". A revista comenta que "os gastos públicos do Brasil imperram a economia com intoleráveis impostos e taxas de juros", mas acrescenta que programas de combate à pobreza implantados no Brasil, no México e na Colômbia estão começando a surtir efeito. A Economist afirma que, "contrariando a lenda, o a distribuição de renda no Brasil é a menos desigual nos últimos 30 anos". Mas a Economist acrescenta que os países latino-americanos precisam fazer mais para melhorar seus sistemas de saúde e a qualidade de suas escolas e acrescenta que, para melhor pôr em prática tais políticas, os países latino-americanos precisam promover reformas de Estado. |
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