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Atualizado às: 19 de maio, 2006 - 08h36 GMT (05h36 Brasília)
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Violência modifica rotina de ricos em SP, diz 'Clarín'
O jornal argentino Clarín afirma que "para os ricos de São Paulo, a violência passou da TV para o shopping".

O jornal trata da crítica feita pelo governador Cláudio Lembo à "elite branca" e traz entrevistas com moradoras de áreas sofisticadas de São Paulo que relatam como a violência modificou suas rotinas.

O Clarín destaca que as cenas de violência chegaram a locais que ainda não tinham sido afetados pelo problema.

O jornal cita o tiroteio que matou um policial, ocorrido perto do apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Elites com medo...no Iraque

O temor da violência entre as elites é tema do jornal New York Times, mas o cenário destacado pelo diário americano é o Iraque.

Segundo o NY Times,"parcelas cada vez maiores da classe média iraquiana parecem estar fazendo de tudo para sair do país".

O jornal afirma que a violência sectária e a apatia do governo diante de atentados violentos têm feito com que mais e mais representantes da classe média se sintam desprotegidos.

O diário traz dados para ilustrar a crise. Nos últimos dez meses, afirma o jornal, 1,8 milhões de pessoas - o equivalente a 25% da classe médida do país - deram entrada em pedidos por passaporte. E desde 2004, já foram concedidos quase 40 mil licenças para que pais enviem registros escolares de seus filhos para o exterior.

Chefe de polícia

O britânico The Independent afirma que o chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Ian Blair, "tem apenas 20% de chance de manter seu emprego", segundo um alto oficial ouvido pelo jornal.

De acordo com o jornal, Blair deverá renunciar se for severamente criticado em dois inquéritos que investigam a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia londrina em julho do ano passado.

O Independent adianta supostas decisões do IPCC, o órgão independente que investigou as circunstâncias da morte de Menezes. De acordo com o jornal, a comissão de inquérito concluiu que quando Blair falou publicamente sobre a morte do brasileiro, ele não teria mentido, mas sim acreditado de fato que Menezes era um suspeito de terrorismo.

Mas a comissão, segundo o jornal, deverá criticar Blair por haver tentado fazer com que as circunstâncias da morte do brasileiro fossem investigadas pela própria polícia, e não pelo IPCC.

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