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Salvação de São Paulo? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A fina flor do empresariado brasileiro se reuniu nesta semana na casa do novo cônsul geral em Nova York, embaixador José Alfredo Graça Lima. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ex-ministros e diplomatas também estavam lá. O coquetel foi uma homenagem a Roger Agnelli, presidente da Vale do Rio Doce, que veio receber seu título de Homem do Ano da Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos. O assunto não era a Vale. Nem a Copa. Era São Paulo. "Como foi possível? Ataques tão bem coordenados? Será que foi coisa do PT? Parecia que a cidade estava até melhorando", foram algumas das perguntas e comentários. A mulher de um industrial foi além: "Precisamos de um Giuliani para salvar São Paulo". Será? (ou Serrá? desculpe o trocadilho). Documentário Nesta semana Giuliani está em destaque porque é o foco de um documentário - Giuliani Time - e está ativo em busca de dólares e apoio para disputar a Presidência. Dia-a-dia ele perde um pouco mais da sua santidade que caiu do ar quando as torres foram derrubadas pelos terroristas. Giuliani salvou a cidade depois dos atentados e no processo salvou sua carreira política, que ia disparada rumo ao ostracismo. Não só o documentário, mas outros críticos e pessoas que trabalharam com ele estão lanhando o pedestal churchiliano em que Giuliani foi colocado depois do 11 de Setembro. A truculência do ex-prefeito é seu ponto mais vulnerável. O número de crimes que tinha sido recordista em Nova York na década de 80 já tinha começado a cair nos 90 graças às mudanças do prefeito anterior, Dave Dinkins, mas todo crédito foi para Giuliani, que não divide sucesso com ninguém. Demitiu seu secretário da Segurança quando foi capa da revista Time e levou parte do mérito pelo plano de segurança da cidade. Pela brutalidade policial, insensibilidade com os pobres e censura às artes, Giuliani brigou com todas as minorias da cidade. O documentário mostra que o ex-prefeito funcionava muito bem em situações de conflito, mas apagava nas reuniões que exigiam mais diplomacia e menos gritos e ameaças. O documentário é no mesmo estilo do Farenheit 11 de Setembro, de Michael Moore, sobre George Bush, mas é menos contundente. Entre os conservadores, o saldo poderá ser até a favor das porretadas de Giuliani, que define liberdade "como uma questão de autoridade". "Liberdade", diz ele, "é a disposição de cada cidadão de ceder grande parte dos seus direitos às autoridades". Será que essa é a receita para São Paulo? |
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