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Atualizado às: 10 de maio, 2006 - 22h25 GMT (19h25 Brasília)
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Com desgaste de Bush, democratas vivem otimismo

George W. Bush
Bush amarga seu mais baixo índice de aprovação, de 31%
O capital político de George W. Bush se evaporou. Duas pesquisas esta semana -USA Today/Gallup e New York Times/CBS News - mostram que a taxa de aprovação do presidente despencou para 31%, por causa de fatores mais duradouros, como o Iraque, ou momentâneos, como a alta dos preços da gasolina.

É o mesmo patamar baixo de seu pai, o primeiro presidente Bush, em julho de 1992, quatro meses antes da derrota para o democrata Bill Clinton em sua tentativa de reeleição.

O status do atual presidente é melancólico. Nos últimos 50 anos, apenas Richard Nixon e Jimmy Carter tiveram uma imagem menos favorável em algum momento do governo.

O consolo para Bush é que ele não precisa se preocupar com reeleição. Está no segundo e último mandato. Em janeiro de 2009, ele poderá voltar de vez para o rancho no Texas.

Cautela

Mas o Partido Republicano não quer se aposentar. Tem razões para ficar muito preocupado, de imediato com as eleições no Congresso em novembro, enquanto a oposição democrata tem o direito para ficar otimista com a possibilidade de reconquistar pelo menos uma das duas Casas do Legislativo.

Os sinais são positivos, mas toda cautela é pouca.

Apesar de oportunidades históricas, o desencanto com os republicanos talvez não se traduza em ganhos significativos para os democratas.

É verdade que nesta pesquisa New York Times/CBS News, metade dos entrevistados - o maior número até agora - disse ser bom para o país que o mesmo partido não controle a Casa Branca e o Congresso.

A história está do lado dos democratas. O partido que controla os dois Poderes tende a perder cadeiras no Congresso no segundo mandato do presidente.

É um desgaste natural e George W. Bush é uma evidência escancarada. Não é à toa que congressistas republicanos em busca de reeleição se distanciem agora de um presidente contaminado.

Mas a história também mostra como é difícil alterar o comando no Congresso. O voto é distrital.

Isto quer dizer que uma desilusão genérica com os republicanos não implica na punição específica de um congressista.

A engenharia eleitoral dificulta a derrubada do político em busca da renovação do mandato.

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados estarão em jogo em novembro. No Senado serão 33 das 100. Mas só um punhado de cadeiras são realmente competitivas.

Revolução?

Paul Begala, um dos estrategistas das vitórias de Bill Clinton em 1992 e 96, estima que os democratas têm menos de 50% de chance de retomar o Senado, mas as possibilidades são crescentes na Câmara.

Para virar, os democratas precisam de seis cadeiras no Senado e de 15 na Câmara.

Um dos mais respeitados analistas americanos, Stuart Rothenberg, editor do Rothenberg Political Report, avalia que na Câmara há de 30 a 40 cadeiras inseguras para os republicanos e de 5 a 12 para os democratas.

Os democratas gostam de citar 1994, o ano da chamada revolução conservadora no Congresso, liderada por Newt Gingrich, quando os republicanos se apossaram de 53 cadeiras do partido rival.

Os democratas esperam que 2006 seja o ano da revolução anticonservadora, com a consolidação nas eleições presidenciais de 2008. O partido está envolto em projetos táticos e estratégicos para concretizar esta revolução.

Existe uma preocupação em selecionar candidatos competitivos e há uma preferência por desafiantes com um currículo militar para neutralizar a tradicional vantagem republicana em segurança nacional.

E há um esforço especial para alvejar distritos republicanos vulneráveis.

Em revistas e centro de estudos ligados aos democratas existe um debate ideológico interminável sobre a embalagem e o recheio do partido.

Um texto de Michael Tomasky, na edição de maio da publicação The American Prospect, tem sido um dos mais comentados.

Tomasky enfatiza que os democratas precisam de uma forte identidade que os apresente como uma clara alternativa aos republicanos.

A chave para ele é que o partido deixe de ser uma colcha de retalhos, refém de grupos de interesse, e volte a ter um grande programa do bem comum, ao estilo do "New Deal" de Franklin Roosevelt, nos anos 30.

O diagnóstico está aí. Basta encontrar o projeto e um novo Roosevelt.

Brigadeiro Michael HaydenCaio Blinder
CIA fará outro esforço para se recompor com seu novo diretor.
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