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Atualizado às: 26 de abril, 2006 - 08h07 GMT (05h07 Brasília)
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Brasil tratou de crianças de Chernobyl

 Vista do reator número 4 de Chernobyl
As conseqüências da explosão devem ser sentidas por séculos
Entre 1999 e 2001, 15 crianças ucranianas portadoras de leucemia, doença contraída em conseqüencia do desastre de Chernobyl, viajaram para Curitiba em busca de tratamento.

"Arrecadávamos dinheiro na comunidade para pagar as passagens das crianças e o hospital evangélico da cidade dava tratamento gratuito", diz o empresário José Welgacz Jr., então presidente da comunidade ucraniana no Brasil e um dos responsáveis pelo projeto.

"As crianças passavam em média cerca de um ano no Brasil."

Toda a verba do programa vinha da comunidade e o projeto não tinha nenhuma ligação com o governo.

Praia e zoológico

Apenas crianças de 8 a 10 anos de idade viajaram para o Brasil e a única condição era que elas voltassem para casa dos pais após o tratamento, que durava cerca de um ano.

"O requisito para as famílias brasileiras era falar ucraniano para poderem se comunicar com as crianças", diz Welgacz.

Ele diz que as crianças costumavam demorar um pouco para se adaptar ao país, ao clima e às pessoas novas, mas após um primeiro momento, a experiência costumava ser boa para elas, não só do ponto de vista médico, mas também afetivo.

Um deles foi Olexander, um dos garotos mais frágeis que viajaram.

"Ele ficou três meses no hospital e sentia muita falta dos pais, antes que mandássemos buscá-los na Ucrânia", diz Lubina Kovalechucki, uma das moradoras de Curitiba que acolheu o garoto.

Olexander voltou para a Ucrânia em março de 2001 mas faleceu em agosto daquele ano.

"Ele estava bastante afetado pela doença, mas deu para aproveitar sua estadia", diz Lubiana.

"Aqui ele viu algumas coisas pela primeira vez na vida, como zoológico e conheceu a praia, o mar."

Welgacz disse que em 2001 eles chegaram a conclusão de que seria mais produtivo treinar médicos ucranianos no Brasil do que trazer as crianças.

"Calculo que os médicos treinados no Brasil já realizaram mais de cem transplantes de medula óssea na Ucrânia", diz Welgacz.

Ele diz que é curioso voltar a encontrar as crianças, agora moças e moços, anos depois.

"Certa vez eu estava dando uma entrevista para um TV aqui da Ucrânia", diz ele.

"A família de uma das crianças me viu e viajou a noite toda de trem para me encontrar e dar um presente, um travesseiro típico ucraniano bordado pela avó da criança", diz ele. "É gratificante."

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