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Le Monde: 'Alta do petróleo pede revolução de mentalidade' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal francês Le Monde diz que a alta dos preços do petróleo pede uma "revolução de mentalidades" na área de energia. Para o diário, além dos preços - que na terça-feira passaram de US$ 72 o barril pela primeira vez - é preciso levar em conta a ameaça do aquecimento global e os riscos envolvidos no investimento para mais energia nuclear. O Le Monde diz que não é realista pensar em abandonar a energia nuclear no curto ou no médio prazo, mas que é preciso começar a "diversificar as nossas respostas" e "explorar todas as vias possíveis". Na Espanha, o jornal El Periódico diz que o crescimento do país terá de ser recalculado por causa da grande variação nos preços do petróleo. De acordo com o jornal, a Espanha é um dos países da União Européia que mais dependem da importação de petróleo e derivados para alimentar a sua economia. "O aumento irreversível dos custos de energia é o aviso final para acharmos um plano econômico nacional adaptado à nossa realidade", diz o diário espanhol. Primeiro ano do papa O papa Bento 16 mostrou o seu lado mais suave no primeiro ano em que esteve à frente do Vaticano, diz um artigo publicado na edição européia do Wall Street Journal. A autora do artigo, Andrea Kirk Asaf, lembra que há um ano, quando o nome de Joseph Ratzinger foi anunciado como o do substituto de João Paulo 2º, muitos temiam como seria o papado do cardeal alemão para quem a reputação de rígido e dogmático havia valido o apelido de "Rotweiller do papa". Para Asaf, no entanto, nos últimos 12 meses o pontífice surpreendeu àqueles que esperavam uma repressão a movimentos liberais da igreja ao escolher o amor a Deus como tema da sua primeira encíclica. "Bento 16 se concentrou na necessidade de tornar Deus central em todos os aspectos das nossas vidas. Falhar nisso leva a uma 'cultura da morte', que se manifesta, como diz Bento, na secularização da Europa, no alto índice de abortos e esforços para legalizar o casamento homossexual", escreve a autora no Wall Street Journal Europe. Ela destaca ainda que, apesar da rejeição ao secularismo, o pontífice tomou iniciativas de reconciliação com grupos ecumênicos, dissidentes católicos, judeus e muçulmanos e "até a China comunista". "No último ano ele foi visto crescendo gradualmente, mas seguramente no seu papel", diz Asaf no WSJ. Asaf, que está escrevendo um livro sobre o papa João Paulo 2º e o presidente George W. Bush, conclui dizendo que poucos esperam que Bento 16 tenha um impacto no Vaticano e na Ingreja tão "radical" quanto o do seu antecessor, mas que ele começa a deixar as suas marcas. Além disso, para a escritora, o apelo de Bento 16 junto aos católicos não pode ser subestimado. "Registros do Vaticano mostram que o número de peregrinos a audiências papais no último ano alcançou quase 3 milhões, e 3,8 milhões visitaram os museus do Vaticano - um recorde histórico." Washington Post Já o jornal Washington Post afirma que faltou definição ideológica ao primeiro ano de papado de Bento 16. Para o Post, os liberais da Igreja que desaprovaram a sua nomeação em abril de 2005 continuam infelizes e os conservadores, que comemoraram a escolha na época, tampouco estão muito satisfeitos. "Ele não se revelou o papa que muitos progressistas temiam nem que muitos conservadores celebravam", resumiu o historiador de refligiões Christopher Bellito em entrevista ao jornal. Bellito ressalta, no entanto, que Bento 16 tem se mostrado mais aberto ao diálogo do que se esperava, "mais aberto do que o papado Wojtyla (João Paulo 2º)". O reverendo Joseph Fessio, também ouvido pelo Washington Post, diz que entende a "impaciência" dos conservadores, mas alerta que "ainda é cedo". "Eu acho que o segundo ano é o que deve ser olhado." |
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