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Petrobras precisa agir como sócia, diz jornal boliviano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Bolívia deve analisar muito bem uma proposta do Brasil de parceria no setor energético, defende editorial do jornal boliviano La Razón. "O governo nacional deverá tomar decisões muito difíceis, pois o maior vizinho do país está oferecendo uma relação de sociedade", afirma o jornal, referindo-se a uma oferta de sociedade da Petrobras com a estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos). Para o La Razón, a Bolívia terá que colocar os seus interesses nacionais em primeiro lugar e "ver se isso prejudica ou não o propósito do Executivo de obter melhores preços pelo gás que a Bolívia exporta ao Brasil". "Que seja uma sociedade, mas que a Bolívia, como disse o presidente Evo Morales, deixe de ter as petroleiras como patrões e as tenha, em contrapartida, como sócias", diz o editorial. O diário boliviano também destaca a decisão do governo de suspender a venda de gás à Argentina quatro dias atrás para dar prioridade ao abastecimento ao Brasil, "seu principal sócio energético". A interrupção foi causada pela ruptura nos dutos que distribuem o gás, causada por chuvas fortes no país. Até terça-feira, a Argentina não estava recebendo gás da Bolívia e o Brasil estava recebendo 3 milhões de metros cúbicos a menos do que o mínimo estabelecido por contrato (24 milhões de metros cúbicos). "Há de se recordar que o nosso compromisso com a Argentina é temporário e, ao contrário, com o Brasil é um acordo de 20 anos. São convênios diferentes e por isso nós tomamos a liberdade de cortar com a Argentina", justificou o presidente da YPFB, Jorge Alvarado, segundo o jornal. EUA Nos Estados Unidos, o jornal Washington Post diz que a proposta de lei para a imigração feita pelos republicanos pode acabar custando ao partido, do presidente George W. Bush, os votos dos eleitores de origem hispânica tanto nas eleições parlamentares de novembro deste ano como nas eleições presidenciais de 2008. "Isso (a lei sobre imigração) galvanizou e energizou a comunidade de latinos como nenhum outro tema que eu tenha visto nas últimas duas décadas, e isso terá conseqüências eleitorais", disse o deputado democrata pelo Arizona Raul Grijalva, segundo o Post. O projeto foi modificado várias vezes desde que a versão original foi apresentada em dezembro, propondo, entre outras medidas, a construção de uma cerca de alta segurança na fronteira com o México e a criminalização de imigrantes ilegais e das pessoas que os ajudam. Republicanos e democratas não conseguiram chegar a um acordo sobre uma proposta mais flexível na semana passada e culpam uns aos outros pelo impasse. Desde então, milhares de pessoas, principalmente imigrantes, tomaram as ruas em várias cidades americanas para protestar contra a lei e pedir a regularização dos ilegais. Execuções nos EUA O The New Tork Times diz que juízes de diversos Estados americanos estão começando a impor restrições legais ao uso da injeção letal em execuções de condenados. As decisões, diz o jornal, são baseadas em novas provas que sugerem que prisioneiros passaram por "execuções agonizantes". Muitos juízes têm determinado que um médico acompanhe a execução, o que é condenado pelo código de ética da Associação Médica Americana. Embora o código não tenha validade legal, o jornal prevê dificuldades na implantação de futuras penas. A necessidade de ter um médico presente teria a ver com as implicações de uma má administração das três drogas que compõem a injeção letal. "Os problemas surgem, advogados e especialistas dizem, quando funcionários mal treinados cometem erros ao preparar os químicos, inserindo os cateteres e injetando os químicos de forma intravenosa. Se o primeiro químico não funcionar, os outros dois são torturantes", diz The New Tork Times. Ainda segundo o jornal, a Suprema Corte americana deverá analisar neste mês se condenados à pena de morte podem recorrer a uma lei civil para contestar a legalidade da injeção letal com base no argumento de se trata de uma punição cruel. Irã O britânico The Guardian diz que o "triunfalismo" do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que na terça-feira declarou que o seu país havia enriquecido urânio pela primeira vez, serve aos interesses dos "falcões" de Washington. "Não pela primeira vez, diplomatas americanos se viram gratos de que o presidente Ahmadinejad tenha tornado muito mais fácil o trabalho de convencer os outros membros do Conselho (de Segurança) da ONU das intenções de Teerã", diz a correspondente do Guardian. O Conselho da ONU considera a possibilidade de impor sanções ao Irã por causa do que vê como recusa em cooperar com as inspeções internacionais do seu programa nuclear. O Irã, que é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, alega que o seu programa tem fins energéticos. |
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