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Lula parte para o contra-ataque, diz 'El País' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu partir para o "contra-ataque" à oposição, diz o jornal espanhol El País. Usando uma frase que teria sido dita pelo próprio presidente, o diário afirma, já no título da reportagem, que "acabou o 'Lulinha, paz e amor'" - referência ao bordão da campanha de 2002. "Depois de haver perdido 15 quilos de peso, o presidente brasileiro sabe que só lhe resta o ataque, já que a oposição, sobretudo depois do caso Palocci, com a demissão do ex-ministro da Economia acusado de corrupção, voltou a pôr em questão a gestão do seu governo", escreve o correspondente do jornal no Rio de Janeiro. Palocci é apenas um dos três "melhores homens" que caíram "sob o peso da corrupção" no governo Lula, diz o El País, em referência a Luiz Gushiken e José Dirceu. FHC e Alcoa no Brasil Uma resenha da autobiografia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na edição européia do Wall Street Journal diz que o livro, intitulado "O Presidente do Brasil por acidente", ajuda, também "acidentalmente", a explicar "parte da dificuldade do Brasil: a sua falta de tradição clássica liberal, incluindo a idéia de governo limitado". O artigo lembra que "Dependência e Desenvolvimento na América Latina", escrito por ele em 1967, foi incluído, em 1999, na lista dos dez "maiores produtores de idiotas" por um grupo de intelectuais latino-americanos que criticavam o pensamento de esquerda. "Nós devemos lembrar que nem Cardoso nem a maioria dos seus concidadãos reconheciam na época - e freqüentemente ainda (não reconhecem) - a conexão entre liberdade econômica e prosperidade", escreve a crítica do jornal Mary Anastasia O'Grady. Mas ela cita uma admissão do próprio ex-presidente de que nos seus tempos de academia ele e seus colegas estariam "talvez mais preocupados em ser socialistas do que sociólogos" e atribui ao seu governo méritos como "jogar água fria nos maníacos por gastança do Congresso brasileiro" e instaurar "a transparência nas contas públicas brasileiras". Na versão americana do mesmo jornal, o presidente da gigante de alumínio Alcoa, Alain Belda, diz que o Brasil está entre os locais em que a empresa pretende expandir a sua capacidade de fundição. Segundo Belda, o mundo pode enfrentar uma falta de alumínio no futuro por causa do crescente consumo do produto na China e na Índia. Na entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Alcoa estima que seja necessário adicionar dois milhões de toneladas de alumínio à produção anual para acompanhar o aumento na demanda. Além do Brasil, a maior fabricante mundial de alumínio estaria considerando aumentar a sua capacidade na Rússia e no Oriente Médio. Eleições na Itália Os jornais europeus dão grande destaque às eleições italianas e à decisão do governo francês de recuar na polêmica lei trabalhista que facilitava a contratação e a demissão de jovens. Vários jornais alemães não escondem a satisfação com a aparente derrota, ainda que apertada, da coalizão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. "Nem mesmo a gigantesca máquina de propaganda do magnata da mídia pôde evitar a sua queda", diz o Berliner Zeitung. "Pode-se quase ouvir o suspiro de alívio audível correndo pela Europa", diz o Der Tagesspiegel. Mas o sueco Dagens Nyheter antecipa "duros tempos" para o país "não importa qual bloco ganhar o poder". Para o jornal, a Itália vive duas crises sem precedentes - uma política e uma econômica, "que estimulam uma à outra e não parecem destinadas a ser resolvidas por um novo governo". Na própria Itália, o Corriere della Sera diz em uma manchete: "Duas Itálias divididas e hostis". Outro jornal, o La Repubblica, também afirma que o país está dividido em dois e que as eleições foram uma "oportunidade perdida" para superar as divisões na política italiana. Na França, o jornal Le Figaro publica uma entrevista com o ministro do Interior Nicolas Sarkozy, visto como adversário político do primeiro-ministro Dominique de Villepin. "Eu não desisti da idéia de mudança radical", disse Sarkozy ao Figaro, acrescentando que as reformas são "mais necessárias do que nunca". "O CPE (Contrato do Primeiro Emprego) pode ter dado a impressão de que os jovens estavam sendo escolhidos (como único alvo das reformas). Não gostaria que a idéia de reforma fosse por água abaixo por causa desse incidente infeliz", afirmou Sarkozy. |
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