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Descontrole de gastos afeta competitividade, diz secretário da Cepal ao 'La Nación' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil começa a enfrentar problemas de competitividade por causa da falta de controle nos gastos públicos, afirmou o secretário-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), José Luis Machinea, ao jornal argentino La Nación. O diário entrevistou Machinea, que já foi ministro da Economia argentino, sobre as conclusões do relatório da Cepal sobre o fluxo de investimentos estrangeiros diretos na região divulgado na quarta-feira. "No Brasil, falta consenso sobre a necessidade de frear o gasto público, um problema que começa a provocar problemas de competitividade", afirmou o secretário da Cepal ao La Nación. Segundo a agência da ONU, embora os investimentos no conjunto de países em desenvolvimento tenham crescido 15%, na América Latina esse aumento foi de apenas 4%. A Argentina teria ficado em quarto lugar na região em investimentos diretos, com US$ 4,7 bilhões, atrás do México (US$ 17 bilhões), Brasil (US$ 15,2 bilhões) e Chile (US$ 7,2 bilhões). "O dado relevante é que tanto México como Brasil registraram quedas (muito importantes no caso do maior sócio do Mercosul), enquanto que Chile e Argentina receberam mais capitais", diz o artigo do La Nación. Julgamento do 11/9 Nos Estados Unidos, o jornal Washington Post destaca a apresentação de gravações do que se passou em um dos aviões seqüestrados nos ataques de 11 de setembro durante o julgamento do militante da Al-Qaeda Zacarias Moussaoui. A aeronave foi a única das quatro seqüestradas que não atingiu o seu alvo - supostamente o Capitólio ou a Casa Branca - e acabou caindo em um campo no Estado da Pensilvânia. Sempre se especulou que isso aconteceu porque os passageiros teriam se rebelado contra os seqüestradores, mas a versão só foi confirmada durante a exposição da promotoria, que pede a pena de morte para Moussaoui. "No tribunal, o mito do vôo 93 vira realidade", diz o título da reportagem do Washington Post. "A fita de 32 minutos conta o confronto épico em que os passageiros avançaram para retomar o avião usando todas as armas rudimentares que puderam encontrar", afirma o jornal. As gravações existem porque o seqüestrador que passou a pilotar o avião se equivocou com os botões do painel e, ao tentar falar com os passageiros, também acionou a comunicação com a torre de controle, que registrou do momento em que anuncia o seqüestro até as suas últimas palavras (Alá é grande!) antes da queda. Para o diário, a fita - que até então só havia sido ouvida por investigadores federais e alguns familiares das vítimas - não deixa dúvidas de que "um grupo de homens e mulheres reconheceram que este não era um seqüestro normal" e "resolveram assumir controle do seu próprio destino". O Post também destaca o impacto emocional sobre o júri dos depoimentos de vários familiares de vítimas, incluindo o de um homem que contou que apenas hoje, quase cinco anos depois de ouvir a mensagem de despedida da mulher no celular, consegue ter uma noite inteira de sono. The Christian Science Monitor Mas o jornal The Christian Science Monitor, do Texas, questiona a validade de depoimentos fortes como esse - além de fotografias e telefonemas das vítimas ao serviço de emergência - para o julgamento de Moussaoui e especificamente para a decisão dos jurados sobre se ele deve ser condenado à morte. "Críticos dizem que depoimentos gráficos de vítimas podem corromper as deliberações do júri encorajando jurados a se apoiar mais na emoção do que na razão", diz o jornal. Analistas ouvidos pelo Monitor avaliam que os advogados de defesa terão muita dificuldade em "salvar a vida de Moussaoui" depois do que os jurados viram e ouviram no tribunal da cidade de Alexandria, na Virgínia. "Os jurados estão (sendo) lembrados de todas as emoções que sentiram naquele dia, de ver televisão ou de qualquer conexão que tenham com 11 de Setembro", disse o professor de Direito Joshua Dressler da Faculdade de Moritz, em Ohio, ao jornal. Irã A crise em torno do programa nuclear do Irã é assunto em vários jornais europeus. O alemão Berliner Zeitung diz que tanto o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, como o americano George W. Bush, estão alimentando uma "espiral de guerra". Para o diário de Berlim, apesar do envolvimento no Iraque, os Estados Unidos ainda teriam disposição de lançar um ataque contra o Irã e dificilmente enfrentariam oposição européia à idéia. "Os europeus estão convencidos de que o Irã é uma ameaça", afirma o Berliner Zeitung. Já o Die Tageszeitung, também da Alemanha, sustenta que Estados Unidos e Europa deveriam reconhecer o direito do Irã de enriquecer urânio. "Só assim haveria uma base para o inspetor-chefe (Mohammed) al-Baradei, durante a sua visita a Teerã, negociar acordos que poderiam finalmente levar à redução das tensões", diz o Die Tageszeitung. O espanhol La Vanguardia apela à unidade internacional para lidar com a crise. "Uma solução (...) requer grandes doses de firmeza diplomática e política de toda a comunidade internacional, incluindo a Rússia e a China." |
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