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Bush discute redução de déficit com líder chinês | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A redução e futura eliminação do déficit comercial com a China será um dos pontos principais da conversa do presidente chinês, Hu Jintao, com o presidente americano, George W. Bush. O líder chinês chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira para compromissos em Seattle, no Estado de Washington, e será recebido pelo presidente americano na Casa Branca na quinta-feira. De acordo com o governo americano, os dois devem discutir um plano de ação de cinco pontos, anunciado pelo governo chinês em março, que inclui a redução das exportações e o aumento das importações da China, com o objetivo de equilibrar a balança comercial chinesa. A China é o terceiro maior parceiro comercial dos Estados Unidos, o mercado de exportações que mais cresce, e também o maior déficit comercial do país. No ano passado, o déficit foi de US$ 202 bilhões. O volume cresceu muito nos últimos anos e assustou os americanos, que culpam o que vêem como uma "invasão" de produtos chineses pela perda de empregos industriais no país. Protecionismo Nesta terça-feira, ao ser questionado, em uma entrevista a jornalistas estrangeiros em Washington, se o sentimento protecionista vinha da Casa Branca ou do Congresso, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, disse que vem "do público americano". Gutierrez disse que gostaria de contar com a ajuda do presidente chinês para ajudar a explicar as políticas chinesas aos americanos e evitar que cresça no país um sentimento protecionista, "que evitaria que compremos o que compramos hoje".
"Durante a visita, o presidente Hu terá uma oportunidade de entender porque existe tanta preocupação entre o público americano com a nossa relação de comércio com a China e porque existe a percepção de que esta relação precisa de equilíbrio", afirmou. Para manter a relação comercial entre os dois países aberta, disse Gutierrez, o governo chinês precisa dar aos Estados Unidos "condições de competir" no mercado chinês. Os americanos insistem em três pontos: maior acesso ao mercado, proteção da propriedade intelectual, com combate à pirataria, e regras que não privilegiem as empresas chinesas em detrimento das estrangeiras. "Somos o cliente mais importante da China. Eu me lembro que quando era executivo, quando o meu cliente mais importante me pedia alguma coisa, eu atendia. Esperamos que o governo da China ouça nossas preocupações", disse o secretário de Comércio americano. Contratos No início do mês, uma delegação de executivos chineses, que visitou os Estados Unidos em preparação à visita do presidente, assinou contratos no valor de US$ 16 bilhões em produtos como aviões, softwares e produtos agrícolas. O governo americano também vem pedindo, há tempos, que o governo chinês deixe o iuan flutuar no mercado e alega que a moeda chinesa está artificialmente desvalorizada, o que aumenta a competitividade das exportações chinesas não somente para os Estados Unidos, mas também para outros países. O governo americano classifica a relação com a China como "complexa". No encontro na Casa Branca, os dois presidentes posarão para fotos e farão uma breve declaração, mas não haverá a entrevista coletiva que normalmente acompanha visitas deste tipo. O presidente chinês será recebido em um almoço, mas não haverá jantar em sua homenagem. Será a primeira visita de Hu Jintao a Washington desde que ele assumiu os três postos mais importantes na estrutura política chinesa: a Presidência da República, a Presidência do Comitê Militar Central e a Secretaria-geral do Partido Comunista Chinês. Os dois presidentes já se encontraram cinco vezes em outros eventos, de acordo com a Casa Branca. Até o fim deste ano, devem se encontrar outras quatro vezes. Hu Jintao deveria ter visitado os Estados Unidos em setembro do ano passado, mas a visita foi cancelada por causa do furacão Katrina, no fim de agosto. Bush foi a Pequim em novembro do ano passado. O primeiro compromisso de Hu Jintao nos Estados Unidos foi uma visita à fábrica da Boeing, fabricante de aviões que se beneficiou do crescimento da economia e do setor de aviação chinês. O presidente chinês também tem um jantar nesta terça-feira na casa do presidente da Microsoft, Bill Gates. |
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