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China pede "cabeça fria" a envolvidos na crise do Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China pediu nesta sexta-feira que o Irã e os países que se opõem ao programa nuclear iraniano mantenham "a cabeça fria" na crise gerada pela recusa do país em abandonar o enriquecimento de urânio. "Nós esperamos que todas as partes adotem uma abordagem de manter a cabeça fria", afirmou o vice-primeiro-ministro chinês Yang Jiechi, em entrevista coletiva. "O diálogo é melhor do que o confronto. Nós devemos trabalhar juntos para esse fim." Yang respondia a uma pergunta sobre se o presidente chinês, Hu Jintao, abordaria a crise iraniana com o presidente americano, George W. Bush, durante a visita de Bush a Pequim na próxima semana. "Obviamente a questão da não-proliferação (nuclear) é um assunto importante", disse o vice-chanceler. Enviado especial As suas declarações são feitas no mesmo dia em que o seu assistente, Cui Tainkai, chega a Teerã, em uma tentativa de aliviar as tensões entre o Irã e o Ocidente. Em seguida, o representante chinês viaja para Rússia. Membros do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia têm se oposto à tentativa dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França - os outros três ocupantes permanentes do conselho - de impor sanções ao Irã. O Conselho da ONU deu até o dia 28 deste mês para o país interromper o seu programa nuclear. Nesta semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad não só rejeitou a exigência, como anunciou que o país havia enriquecido urânio com 164 centrífugas - sinal de que o processo está próximo de ser feito em larga escala. A China condenou o anúncio e pediu para Teerã suspender as suas atividades, mas continua se opondo à adoção de sanções. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA), Mohamed ElBaradei, que visitou Teerã na quinta-feira, também fracassou nos esforços para convencer o país a suspender seu programa nuclear. ElBaradei afirmou, contudo, que o diálogo deve prosseguir. Ahmadinejad disse na quinta-feira que o país não vai recuar "nem um pouco", levando a secretário de Estado americana, Condoleezza Rice, a adverti-lo para "duras conseqüências" do não cumprimento do prazo estabelecido pela ONU. As autoridades iranianas insistem que seu programa é pacífico, mas os Estados Unidos temem que o país esteja tentando desenvolver armas nucleares. |
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