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30% dos estrangeiros nos EUA são ilegais, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Trinta por cento dos estrangeiros que vivem nos Estados Unidos estão em situação ilegal, de acordo com um estudo do Pew Hispanic Center. Os trabalhadores ilegais são 7,2 milhões, o equivalente a 4,9% da mão-de-obra empregada nos Estados Unidos. O estudo, intitulado Tamanho e Características da Migração Ilegal nos Estados Unidos, foi realizado com base em dados do censo de 2000 e de pesquisas de população de 2005 e 2006. Ele mostra que o número de imigrantes ilegais aumentou em quase um milhão no último ano e é estimado atualmente entre 11,5 milhões e 12 milhões de pessoas. Em 2000, eram 8,5 milhões. O aumento foi constante nos últimos anos. “É uma migração ligada às oportunidades de trabalho. E aumenta conforme cai a taxa de desemprego nos Estados Unidos”, explica o pesquisador Jeffrey Passel, autor do estudo. México O estudo considera ilegais não apenas pessoas que entraram no país sem documentos ou com documentos falsos, mas também as que permaneceram em território americano depois que os seus vistos venceram. A grande maioria – 56% do total ou 6,2 milhões de pessoas – veio do México. Os pesquisadores estimam que entre 80% e 85% de todos os mexicanos que emigraram para os Estados Unidos nos últimos dez anos o fizeram ilegalmente. Outros 2,5 milhões, o equivalente a 22% do total, vieram de outros países da América Latina, especialmente da América Central. O relatório não analisou os dados de entrada nos Estados Unidos de imigrantes brasileiros que, de acordo com os registros da Patrulha Fronteiriça, aumentou nos últimos anos. Os dados também mostram que 66% dos imigrantes ilegais estão no país há menos de dez anos, sendo que 40% chegaram aos Estados Unidos há menos de cinco anos. Dos 12 milhões de imigrantes ilegais estimados, 49% são homens, 35% são mulheres e 16% são crianças. A pesquisa mostra ainda que 3,1 milhões de crianças que nasceram legalmente nos Estados Unidos pertencem a famílias onde um dos pais está em situação ilegal. Desemprego Segundo Passel, o desemprego entre os estrangeiros é um pouco menor do que entre os americanos nativos. Mas os dados mostram que a parcela dos homens que trabalham é maior entre os imigrantes ilegais (94% do total entre 18 e 64 anos) do que entre os cidadãos americanos (83%). Já entre as mulheres a proporção das que trabalham fora é menor entre as imigrantes ilegais (54%) do que entre as americanas (72%). Apesar da relativa facilidade para conseguir emprego e de representarem 4,9% da mão-de-obra total, os dados mostram que a presença dos trabalhadores ilegais está concentrada em atividades que exigem menor qualificação e pagam menos. A parcela de trabalhadores ilegais empregadas no setor de serviços é de 31%, enquanto entre os americanos esta proporção é de 16%. Imigrantes ilegais representam uma parcela considerável em alguns setores – 24% de toda a mão-de-obra em agricultura, 17% no setor de limpeza, 14% em construção civil e 12% nas empresas de preparação de alimentos. |
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