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Atualizado às: 22 de novembro, 2005 - 16h04 GMT (14h04 Brasília)
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Brasil é o país com mais 'barrados' na Grã-Bretanha

Agente da imigração britânica
O serviço de imigração tem sido mais severo com brasileiros
O número de brasileiros impedidos de entrar na Grã-Bretanha bateu recorde, e o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar na lista de países que têm seus cidadãos barrados nas fronteiras britânicas, segundo o mais recente levantamento do Ministério do Interior do país.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 5.180 pessoas foram impedidas de entrar na Grã-Bretanha e enviadas de volta ao Brasil em 2004.

O total de brasileiros que não consegue driblar o controle cada vez mais rígido da imigração começou a aumentar em 2002, um ano após os atentados de 11 de Setembro.

Os ataques provocaram um aumento do controle nos Estados Unidos, fazendo com que a Grã-Bretanha se tornasse um importante destino para o imigrante que busca no exterior melhores oportunidades de trabalho.

Os números do governo britânico refletem essa tendência. Em 2001, 1.505 brasileiros haviam sido barrados na imigração. No ano seguinte, esse total subiu para 2.400 e, em 2003, para 4.385.

Até o ano passado, os poloneses eram os mais barrados ao tentar entrar na Grã-Bretanha. Com o ingresso da Polônia na União Européia, o Brasil saltou para o topo da lista.

O total de brasileiros que conseguiram entrar na Grã-Bretanha também aumentou mais de 10% entre 2003 e 2004. Em 2003, entraram 127 mil pessoas; em 2004, 141 mil.

Legalização

Também nesta terça-feira, integrantes da Comisão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Emigração Ilegal tiveram uma série de encontros com políticos e representantes da comunidade brasileira na Grã-Bretanha.

Além de discutir as investigações sobre a morte de Jean Charles de Menezes, eles pediram a parlamentares britânicos a legalização dos brasileiros que trabalham ilegalmente no país.

"Esses imigrantes vieram para cá porque o mercado de trabalho precisava dessa mão-de-obra estrangeira", disse o presidente da comissão, o senador Marcelo Crivella (PL-RJ).

"Eles foram 'convidados' pelo mercado, aceitaram trabalhar aqui por um salário mais baixo do que a média. Não é justo que a Grã-Bretanha explore esses imigrantes, sem dar a eles o direito à cidadania", acrescentou Crivella, que parte nesta quarta-feira para a Espanha.

Prioridades britânicas

A legalização de imigrantes ilegais, proposta pela comitiva brasileira, não estaria entre as prioridades determinadas recentemente pelo governo britânico para a imigração no país.

Isso porque incluiria brasileiros com baixa qualificação, que desempenham funções mal pagas para os padrões britânicos e que não atuam nas áreas em que há carência de profissionais, como a área médica.

"Nossa prioridade é atrair pessoas altamente qualificadas, que contribuam para a economia", disse Stephen Carter, porta-voz do Home Office.

Ele explicou que governo vai reforçar o sistema de pontuação que seleciona candidatos com base, por exemplo, na qualificação.

Apesar de os brasileiros estarem no topo da lista de "rejeitados" pela imigração, o porta-voz disse que não existe nenhuma política específica para coibir a imigração brasileira.

"Não temos nenhuma política para rejeitar brasileiros. Todo o procedimento é feito com base na lei. O que diria aos brasileiros é que se informem sobre as exigências para evitar problemas", disse.

Colaborou: Silvia Salek

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