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Atualizado às: 07 de fevereiro, 2006 - 15h43 GMT (13h43 Brasília)
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Processo político definirá futuro da missão da ONU no Haiti

Tropas da ONU patrulhando favelas de Porto Príncipe
Tropas da ONU continuam patrulhando Porto Príncipe
As eleições presidenciais no Haiti realizadas nesta terça-feira devem definir o tipo de envolvimento que a comunidade internacional terá no país.

O secretário-geral do Centro para a Livre Iniciativa e Democracia do Haiti, Lionel Delatour, diz que depois das eleições o novo presidente terá de renegociar com a ONU os termos da sua presença no país.

Segundo Delatour, embora haja um consenso entre os candidatos haitianos de que a presença internacional é necessária, nem todos estão contentes com a forma como esse trabalho tem sido feito.

Ele diz que, além da ajuda no restabelecimento da segurança e das instituições, a comunidade internacional precisa colocar dinheiro no país para ajudar a população a superar problemas como o de 70% de desemprego e um salário médio de US$ 1 por dia.

"As pessoas precisam ver que o dinheiro está entrando e gerando empregos para elas", afirma Delatour.

A ONU já realizou seis missões no Haiti, tendo gastado US$ 540 milhões apenas no último ano, fora os US$ 72 milhões investidos nas eleições, entre organização, instalação de infra-estrutura e cadastro de eleitores.

Além disso, para a atual missão de paz a ONU emprega mais de dez mil pessoas, entre soldados e policiais e funcionários civis.

Continuidade?

A Minutash (Missão de Estabilização da ONU no Haiti, em francês) diz oficialmente que a entidade está disposta a ficar dez anos no Haiti para ajudar o país a reconstruir suas instituições e fazer a transição para democracia que vem tentando se consolidar desde o fim da ditadura Duvalier (1957-1986).

Mas há quem acredite que o apoio externo pode ser suspenso. Uma fonte diplomática ocidental disse à BBC Brasil que o Haiti poderá perder o apoio da comunidade internacional se os esforços da ONU para ajudar o país a fazer a sua transição democrática se provarem inúteis.

"Tenho tentado convencer os haitianos que depois disso (desta missão) chega", disse o diplomata, que pediu para não ser identificado.

Mas, mesmo se as eleições não trouxerem a estabilidade esperada ao país, poucos analistas acreditam que a comunidade internacional possa deixar o Haiti à propria sorte.

"(O Haiti) É perto demais dos Estados Unidos, (eles) não podem se dar o luxo de abandonar o Haiti", diz o economista haitiano Claude Beauboeuf. Segundo ele, o pequeno país caribenho poderia se tornar uma rota ainda mais importante no narcotráfico voltado para o mercado americano.

Outro analista, Kisner Fharel, lembra que a localização estratégica obriga um envolvimento internacional no Haiti.

Para Fharel, o país, que é um pouco maior do que o do Estado do Sergipe, também poderá ser uma fonte de instabilidade para a America Latina, caso os esforços para a sua estabilização política fracassem.

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