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Milícias sudanesas 'estão atacando civis no Chade' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milícias na região de Darfur, no oeste do Sudão, estão promovendo ataques quase diários contra vilarejos no vizinho Chade, segundo denúncia da organização internacional Human Rights Watch. A organização, baseada em Nova York, diz que a maioria dos ataques foi promovida por milicianos do Sudão e do Chade, aparentemente com algum apoio do governo sudanês. A Human Rights Watch defende a presença de uma força internacional expandida em Darfur. A organização diz que uma força internacional também é necessária ao longo da fronteira para proteger os civis do Chade. A milícia pró-governo Janjaweed é acusada de matar milhares de civis em ataques a vilarejos em Darfur e de forçar 2 milhões de pessoas a deixar a região em represália a um levante rebelde na área. Ataques documentados Pesquisadores da Human Rights Watch dizem ter documentado inúmeros ataques contra vilarejos no Chade por milícias que haviam cruzado a fronteira do Sudão. Segundo eles, os milicianos mataram civis, queimaram vilarejos e roubaram gado. O relatório da organização afirma que quase metade dos 85 vilarejos na região de Barotta, no Chade, foi atacada e posteriormente abandonada, com 16 moradores mortos em um único mês. A Human Rights Watch diz ter recebido a informação de testemunhas de que os responsáveis eram árabes usando roupas do exército sudanês e falando árabe sudanês. Alguns dos ataques também teriam sido cometidos por rebeldes do Chade que operam em bases em Darfur. Árabes poupados O relatório diz ainda que a maioria das vítimas no Chade, assim como em Darfur, é de grupos étnicos africanos e que os civis árabes vivendo na mesma região não foram perturbados. Segundo a Human Rights Watch, dezenas de milhares de pessoas no Chade já foram expulsas de suas casas por causa da violência. “A política do Sudão de armar milícias e de deixá-las livres está passando ao outro lado da fronteira. Os civis não têm proteção contra seus ataques, em Darfur ou no Chade”, disse o diretor da organização para a África, Peter Takirambudde. Atualmente cerca de 7 mil soldados da União Africana tentam manter a segurança na vasta região de Darfur. Porém o financiamento para a missão está terminando, e o Conselho de Segurança da ONU discute mudá-la para uma missão de manutenção de paz das Nações Unidas. A Human Rights Watch diz que qualquer missão da ONU deveria ter um mandato forte para proteger a si mesmo e aos civis, com força se necessário, e desarmar e dispersar as milícias sudanesas apoiadas pelo governo. |
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