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Novo vice do Sudão diz querer "país unido" | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo presidente do Sudão, Salva Kiir, disse em entrevista à BBC que é contra a independência do sul. "Esta é a última chance para a unidade sudanesa e é nossa incumbência trabalhar pela realização disso", afirmou Kiir ao programa da BBC World Today. Falando um pouco depois da sua posse na capital, Cartum, o ex-militante rebelde disse que quer ver o Sudão como um país unido. Kiir sucede o ex-líder rebelde John Garang, que morreu num acidente apenas três semanas depois de se tornado vice-presidente. A inclusão de Garang, líder do grupo Movimento pela Libertação do Povo do Sudão – que lutava por melhores condições no sul do país, fazia parte de um acordo para pôr fim a 21 anos de conflito no país. A morte do ex-líder rebelde causou indignação e protestos violentos, nos quais 130 pessoas morreram. Kiir se disse completamente comprometido com a visão do seu antecessor. Segundo ele, a facção dominante no Movimento pela Libertação do Povo do Sudão sempre quis lutar por um país unido "sobre uma nova base", ou seja, com condições melhores para o sul, mais do que a independência da região. O sucessor de Garang disse ainda que o acordo usado para acabar com o conflito no sul pode servir de modelo para resolver a crise em Darfur, no oeste do país. Mas Kiir acrescentou que não poderá haver paz no Sudão até que o governo lidasse com os grupos armados e pessoas deslocadas por causa dos conflitos. Ele também refutou a idéia de que não seria tão respeitado como líder quanto o seu antecessor. "Depois da morte de John Garang eu foi eleito unanimemente." "Se eu não inspirasse esse repeito, o comando militar e a liderança política do movimento não teriam me elegido unanimemente." Kiir disse que conseguiria trabalhar com os membros do governo do Sudão, seus antigos inimigos, porque eles haviam reconhecido que o povo do sul tinha razão para reclamar. A guerra civil entre o norte, predominantemente muçulmano, e o sul, composto majoritariamente por cristãos e animistas, deixou cerca de 1,5 milhão de mortos. |
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