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Egito anuncia que vai repatriar refugiados sudaneses | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Egito anunciou nesta terça-feira sua intenção de repatriar mais de 600 refugiados sudaneses nesta semana, menos de uma semana após pelo menos 20 pessoas terem morrido em um tumulto envolvendo os refugiados e a polícia na capital egípcia, Cairo. "Eles foram considerados imigrantes ilegais ou violaram condições de segurança", disse Fatma el-Zahraa Etman, porta-voz do ministério das Relações Exteriores, explicando a decisão. A expectativa é que as deportações aconteçam na quinta-feira. A notícia surgiu depois do Alto Comissariado de Refugiados da ONU (Organização das Nações Unidas) ter recebido garantias do governo egípcio de que os sudaneses não seriam repatriados. Mulheres e crianças No tumulto da última sexta-feira, a polícia forçou a saída de refugiados sudaneses que estavam acampados em frente ao prédio da ONU no Cairo. Cerca de três mil manifestantes estavam lá fazendo uma manifestação em que pediam que o Alto Comissariado fizesse a transferência deles para outro país que lhes oferecesse melhores condições. As autoridades egípcias dizem que estavam tentando negociar um fim para o protesto e atribuem as mortes a um corre-corre dos manifestantes quando a polícia tentou forçar centenas deles a embarcar em ônibus que os tirariam de lá. Alguns manifestantes, porém, dizem que apanharam da polícia e que foram agredidos com cassetetes e canhões de água. O Alto Comissariado havia dito que não tinha condições de garantir que as exigências dos refugiados iriam ser atendidas. |
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