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Voto em Jerusalém tem importância simbólica, dizem palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Palestinos que vivem em Jerusalém Oriental dizem que a realização das eleições parlamentares palestnas na cidade tem um peso mais simbólico do que prático. Caso a eleição seja proibida pelo governo israelense, que prometeu uma decisão final sobre o assunto no próximo domingo, muitos eleitores palestinos podem se deslocar a uma urna nas vilas palestinas que ficam ao redor de Jerusalém. Mas votar dentro da cidade seria um símbolo importante de ligação política com Jerusalém, que os palestinos sonham em ver um dia como capital de seu futuro Estado. “Esta eleição é muito importante, não importa quem vai sair vitorioso. O que nós queremos é participar da política e sentir que temos uma identidade como palestinos”, disse o comerciante Mahmod Abdullah, que mora no bairro árabe da cidade velha de Jerusalém. Conflitos Se Israel autorizar as eleições, os palestinos não terão mais motivos para adiar a disputa – o que chegou a ser considerado pela Autoridade Palestina (AP). Para muitos analistas, o verdadeiro motivo de uma possível mudança não seria o problema com Israel, mas sim os conflitos internos na AP, que estão se agravando com a aproximação das eleições. A expectativa é de que o Hamas ganhe força nestas eleições parlamentares e o partido Fatah – hoje praticamente hegemônico na Autoridade Palestina – perca espaço. Há também muitos palestinos que não vêem função em eleições se eles não têm um país. “Não temos que votar. O que nós temos que fazer é acabar com a ocupação (israelense) e dar de volta a terra que pertence aos muçulmanos palestinos”, disse Mohamed Abu Hakim. Israel vai decidir no domingo se autoriza votação em Jersusalém Oriental nas eleições palestinas do dia 25 de janeiro. Ameaças Antes de ser internado no hospital no fim da semana passada, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, havia ameaçado impedir a votação dos palestinos em Jerusalém Oriental, citando como motivo a presença do grupo islâmico Hamas na disputa. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, disse que se Israel cumprisse a ameaça ele iria determinar o adiamento das eleições. Mas na segunda-feira, Abbas disse que presidente George W. Bush e a secretária de Estado americana Condoleeza Rice deram garantias de que a votação aconteceria. Na terça-feira, o ministro da defesa de Israel, Shaul Mofaz, veio a público para dizer que o país dele havia decidido autorizar a votação. Horas depois, porém, o ministro de Relações Exteriores, Silvam Shalom, contradisse Mofaz e afirmou em uma entrevista à TV que os palestinos não poderiam votar, devido à participação do Hamas, “uma organização terrorista que advoga a destruição do Estado de Israel”. O primeiro-ministro interino Ehud Olmer esclareceu a confusão com um comunicado no fim do dia dizendo que o assunto vai ser decidido na reunião do gabinete de governo no próximo domingo. A expectativa é de que Olmert proponha que os palestinos sejam autorizados a votar em Jerusalém Oriental, mas que o Hamas não possa entrar na cidade para fazer campanha ou fiscalizar as eleições. |
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