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Morales promete cortar seu salário pela metade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O recém-eleito presidente socialista da Bolívia, Evo Morales, disse que irá cortar seu salário pela metade quando ele assumir o cargo, no mês que vem. Segundo Morales, seu gabinete tomará a mesma atitude e o parlamento boliviano também deverá reduzir seus rendimentos. O novo presidente da Bolívia também reafirmou seu compromisso de mudar o sistema econômico do país. Atualmente, Morales, um índio nascido em meio à pobreza, aluga um quarto numa casa. Quando ele se mudar para o palácio presidencial em janeiro, ele não planeja mudar seu modo de vida. Imposto sobre riqueza Ao anunciar o corte no próprio salário, Morales disse que num país tão pobre como a Bolívia o presidente e seu gabinete têm de compartilhar este fardo. O dinheiro economizado será aplicado em programas sociais, especialmente no setor educacional. Morales também confirmou que seu governo pretende criar um novo imposto sobre a riqueza o mais rapidamente possível. Seus assessores planejam revogar um decreto de 1985, que tornou a Bolívia uma espécie de economia de livre-mercado, por recomendação de Washington. Estes anúncios devem agradar aos eleitores mais pobres, que garantiram a retumbante vitória de Evo Morales. Grandes expectativas A principal tarefa do presidente eleito, no entanto, é administrar as expectativas altas que ele criou na Bolívia. Morales será capaz de seguir adiante com o tipo de propostas anunciadas nesta terça-feira caso, como tudo leva a crer, ele siga mais lentamente com outras promessas como a nacionalização da indústria do gás ou o relaxamento das restrições à plantação de coca. Morales também anunciou que sua primeira viagem internacional como presidente eleito será para Cuba, um país admirado por ele há muito tempo. A visita vai ser observada de perto em Washington, que teme a potencial influência na América Latina de uma aliança entre Cuba, Bolívia e Venezuela. |
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