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Atualizado às: 19 de dezembro, 2005 - 04h55 GMT (02h55 Brasília)
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Perfil: Evo Morales é fundamental e polêmico para a Bolívia
Evo Morales
Morales é conhecido como teimoso e franco
O índio de origem aimará Evo Morales se tornou, nos últimos anos, uma figura ao mesmo tempo fundamental e polêmica na política boliviana.

O líder do partido Movimento ao Socialismo (MAS) conquistou um segundo lugar surpreendente nas eleições presidenciais de 2002.

Em 2003, teve um papel central nas violentas manifestações que pediam a nacionalização do setor de energia da Bolívia e que levaram à renúncia do presidente Gonzalo Sanchez de Lozada.

Nos últimos tempos, Morales se tornou um aliado ideológico muito próximo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Assim como Chávez, ele também faz críticas abertas aos Estados Unidos, o que fez com que redobrasse a atenção do governo americano para a Bolívia, com um temor de que a América do Sul dê uma guinada para a esquerda.

Coca

Morales, que na juventude foi um pastor de lhamas e tocava trompete em uma banda, teve também um papel fundamental nas lutas da população indígena e nos conflitos entre os produtores de coca e os programas de erradicação da droga, financiados pelos Estados Unidos.

Por causa de suas ligações com os produtores, ele ganhou o apelido de "unionista do narcotráfico" por parte de Sanchez de Lozada e também sofreu críticas do governo americano.

"Eu não sou um traficante", defendeu-se ele certa vez. "Eu sou um plantador de coca. Eu cultivo a folha de coca, que é um produto natural. Eu não refino (a coca em) cocaína. E nem a cocaína nem as drogas jamais fizeram parte da cultura andina."

Ele foi expulso de um governo anterior depois que três policiais em um confronto com fazendeiros que tentavam impedir o fechamento de um mercado de coca.

Mas a falta de provas e rumores de que a embaixada americana estava por trás da demissão apenas reforçaram a opinião popular de que ele não é parte de que alguns consideram ser "a elite política corrupta".

Nas eleições de 2002, sua campanha recebeu uma injeção de ânimo quando o embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Manuel Rocha, disse que o governo americano poderia cortar a ajuda ao país se os bolivianos escolhessem alguém como Morales.

O comentário só serviu para reforçar a posição de Morales em alguns setores.

Além da questão da coca, outra bandeira de Morales é a nacionalização da enorme reserva de gás natural do país - a segunda da região.

O líder prometeu retirar o poder dos políticos que, segundo ele, "saquearam" a Bolívia, e trazer os benefícios do gás natural a toda a população.

Teimoso

Morales é conhecido como uma pessoa teimosa e que fala o que pensa.

Ele se recusou a aceitar qualquer coisa que não fosse a renúncia de Lozada depois da polêmica sobre o gás natural.

E já afirmou que as manifestações lideradas por ele eram um levante dos índios contra a minoria branca de elite.

Boa parte da população da Bolívia é de origem indígena, e o país convive com profundas divisões étnicas.

Os bolivianos também se dividem no apoio a Morales.

Alguns acreditam que ele é um líder perigoso, que pode "fechar" a Bolívia e isolar o país internacionalmente, mergulhando ainda mais o país na pobreza.

Mas para outros, Morales traz esperança. Ele é alguém que pode abrir os horizontes para um futuro melhor no país mais pobre da América do Sul.

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Bolivianos votam para escolher presidente do país; veja fotos.
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