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Atualizado às: 26 de dezembro, 2005 - 09h59 GMT (07h59 Brasília)
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Ivan Lessa: Tchim-tchim, saúde!
Ivan Lessa
Alguém aí se lembra daquela atriz inglesa, a Sarah Miles? Aquela de A Filha de Ryan, do David Lean? Filme muito bonito mas que foi um terror nas bilheterias? Pois é. Sarah Miles.

Há anos eu a vi num programa de entrevistas, na televisão, falando que o segredo de sua beleza, de sua pele maravilhosa, era que ela bebia sua própria urina. Todo dia. Como se fosse Vinho Reconstituinte Silva Araújo ou Ovomaltine.

O entrevistador manteve a linha e foi em frente, perguntou sobre outros projetos cinematográficos, deu uma de profissional. Mas o que ficou mesmo e o país inteiro comentou, no dia seguinte, foi o fato de que Sarah Miles bebia a sua própria urina.

Esqueceram A Filha de Ryan, que de vez em quando passa na TV, esqueceram a Sarah Miles, ficou o copinho (ou seria copão? Taça, talvez?) de urina.

A urina, como refrigerante ou tônico, ou líquido para a sobrevivência humana, foi notícia de novo neste dezembro, quando os jornais noticiaram que Mark Smith e Steven Freeman viveram da ingestão do precioso líquido por 11 dias, depois que o iate dos dois emborcou nos mares do sul da China.

A ciência, mediante o inevitável depoimento de cientistas para a imprensa, não pôde deixar de se manifestar.

Um explicou que não há nada de tóxico na urina, contanto que esta não contenha nenhuma substância tóxica. Outro correu para esclarecer que urina, para cuidar de feridas, é mera crendice popular. Um serenamente lembrou que a função da urina é eliminar tudo aquilo que nosso sangue não consegue armazenar ou empregar com a rapidez apropriada.

Resumo: os dois rapazes que, no sul dos mares da China, consumiram urina, andaram fazendo bobagem. Beber a própria urina, ou a de outrem, só faz é ajudar a desidratar: muito sal.

Melhor teriam feito se agissem feito aqueles camaradas do desastre nos Andes, que andaram, literalmente, se comendo. Afinal, nunca explicaram direito o que foi feito do sangue dos companheiros que viraram refeição. Canibalismo, eles topavam. Vampirismo, já era exagero.

Tudo somado, pretendo, na passagem do ano, ficar com minha cútis tal como está mesmo e saudar 2006 com uma taça de champanhe e 12 uvas.

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