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Frustrado, Amorim apela por reunião de chefes de Estado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os chefes de Estado dos países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) devem interferir nas negociações da Rodada Doha para que as discussões possam avançar significativamente. Essa é a avaliação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que, a menos de 24 horas do encerramento da Sexta Conferência Ministerial da OMC, se dizia “frustrado” com o andamento das negociações. “Precisamos injetar política nessa rodada. Não acho que os ministros, e eu me incluo entre eles, serão capazes de resolver. A intervenção dos líderes será necessária”, disse o chanceler brasileiro. O negociador americano, Robert Portman, concorda que a Rodada depende, agora, “de uma disposição política” e diz que seria um impulso nas negociações ter “os chefes” presentes. Portman sugere que um novo encontro dos ministros seja marcado para 31 de março. “É todo o tempo que precisamos e todo o tempo que temos”, observou. Realidade Keith Rockwell, porta-voz da OMC, disse que a “ação política é bem-vinda, mas há muitas questões técnicas”. “Mas ambos esforços são necessários", observou. A participação dos presidentes dos países membros facilitaria a tomada de decisões que estariam esbarrando em fatores políticos domésticos. Um exemplo disso seria o próprio negociador europeu, Peter Mandelson, que afirma não ter autonomia para ir além daquilo que já foi oferecido pela União Européia. A idéia de uma reunião de chefes de Estado foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião do ministro Amorim, “os líderes vão enfrentar a realidade”. Nas últimas semanas, o presidente Lula entrou em contato com outros governantes, como o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Blair escreveu uma carta ao presidente Lula apoiando a idéia da reunião. Amorim acha que o encontro poderia ser feito depois do Natal, em janeiro. 'Frustrado' Pouco antes de ser publicado o rascunho da declaração, o ministro Amorim comentou que as negociações em Hong Kong, em especial a reunião de sexta-feira, têm sido “frustrantes”. Aparentando cansaço – a última reunião começou no final da noite de sexta-feira e terminou às 4 horas da madrugada de sábado – o chanceler disse que há muita “frustração com a maneira pela qual a União Européia está negociando”. “Tenho 20 anos de OMC e nunca tinha visto isso. Isso não é normal. As coisas são mais transparentes”, comentou o chanceler em referência à estratégia dos negociadores europeus. “Tem que arranjar uma pessoa mais jovem para agüentar isso”, brincou. Por outro lado, o negociador europeu Peter Mandelson, também vem demonstrando insatisfação com as reuniões. Ele já vinha criticando a falta de ambição e de flexibilidade dos seus colegas na mesa de negociação. Neste sábado, ele voltou a criticar o que chamou de "falta de ambição" no rascunho da declaração. Entre as expectativas da União Européia para a conferência da OMC está a de sair do encontro com possibilidades de investimento na área de serviços, mas Mandelson afirmou que o rascunho "não aponta essas oportunidades". |
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