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Rascunho de declaração está 'equilibrado', diz Amorim | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros reunidos na Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentaram o rascunho da declaração que encerrará o encontro neste domingo, em Hong Kong. O texto, redigido pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, compila os resultados das negociações durante a reunião de cúpula da instituição, que começou na terça-feira. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, considerou, em uma análise preliminar, que a declaração “está mais equilibrada do que parecia que ia ser”. A data para a eliminação do fim as subsídios à exportação foi definida como 2010 ou cinco anos após o início da implementação. Na avaliação do chanceler brasileiro, nas questões defensivas ao país – Nama e serviços – “houve muita cautela”. Os ministros vão analisar o texto em reuniões bilateriais ou multilaterais durante o dia e, à noite, se encontrarão mais uma vez para discutir a versão final do texto. Sem avanços Mas a reunião da OMC acena para um final sem qualquer avanço relacionado ao fim dos subsídios à exportação agrícola. A União Européia não aceitou a proposta dos Estados Unidos e dos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, para que o bloco europeu corte os subsídios até 2010. O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, condiciona o avanço nas outras áreas de negociações ao progresso no setor de agricultura. Mesmo com o fracasso das negociações, foram aprovadas algumas concessões aos produtores de algodão do oeste da África. Os países ricos comprometeram-se a acabar com subsídios à exportação para o algodão até 2006. Mas na questão do subsídio doméstico não há sinais de acordo. As negociações só terminam neste domingo, mas delegados de alguns dos 149 países que participam da Conferência ameaçam abandonar o encontro, caso suas reivindicações sejam ignoradas. Correspondentes dizem que o fato de os negociadores não chegarem a um acordo, nem mesmo em questões de pequeno impacto, pode afetar em cheio a credibilidade da OMC. Enquanto isso, as forças de seguranças chinesas estão se preparando para o possível aumento dos protestos durante as últimas rodadas de negociações. |
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